Vereadores de Milagres denunciam atraso no pagamento dos subsídios de setembro

Preocupados os edis apontam para o risco de não receber os subsídios até o final do ano

Os vereadores Fernando Dúlica, Roberto de Lourival, Evanilson Silva e Jo de Dilza, denunciam a situação critica da Câmara Municipal.

A politica de Milagres vive uma situação inusitada. Pela primeira vez na história da Câmara Municipal, os vereadores estão sem receber o subsídio mensal desde o mês de setembro, sem previsão de receber os meses finais deste ano. Para completar o problema, o forro do plenário da Câmara Municipal desabou, obrigando a suspender as sessões há 15 dias, sendo as reuniões ordinárias realizadas na sala das Comissões.

Reunidos, os vereadores da situação, decidiram tornar público os problemas do Legislativo.

Conforme o vereador Roberto Santos Ribeiro, popular Roberto de Lourival (PCdoB), a falta de pagamento dos vereadores é oriundo do Orçamento do Legislativo “que foi feito errado, com rubricas sem valores suficientes para atender as despesas”. O edil revela outra situação errada da Mesa Diretora: “A presidente da Casa contratou em excesso e deixou de pagar aos vereadores para dar quitação uma folha de pessoal por interesse politiqueiro”.

O teto começou a desabar sobre a Mesa da Presidência, pondo em risco a vereadora Roberta, que há cinco minutos saíra do local.
Em seu segundo mandato, Roberto denuncia os erros na manipulação do Orçamento.

Vereadores reagem

Para analisar o problema, reuniram-se nesta terça-feira, 17, na residência do vereador Roberto de Lourival, os demais vereadores da bancada da situação: Fernando Santos Borges Dúlica (PCdoB), Evanilson Queiroz da Silva (PP) e Josenice Freitas da Silva Jô de Dilza (PSL), que apresentaram a seguinte situação:

A vereadora Jo de Dilza critica as contratações ilegais na Câmara.

A cada mês o Executivo realiza uma transferência de aproximadamente R$87.000,00 para a Câmara Municipal, sempre entre os dias 20 a 21, perfazendo um repasse de mais de 1.0 milhão ao ano. Conforme o vereador Roberto de Lourival, até setembro a Prefeitura repassou para a Câmara o valor de R$753.000,00. “Apesar de ter dinheiro em caixa, a vereadora presidente Roberta Carvalho Oliveira Sampaio (PL) não autoriza o pagamento dos vereadores porquê, por sua irresponsabilidade, orçou os gastos com vereadores e pessoal a menor, dando preferência ao pagamento de uma folha inchada”.

Para o edil Evanilson, é visivel a má gestão da Câmara Municipal.

Veneno da discórdia

Na fase de discussão do Orçamento em 2016, lembra o vereador Roberto de Lourival, que alertou ao então ex-presidente  Joao Carvalho Filho Jonga (PSD) e ao contador da Câmara, que o valor orçado em R$460.000,00 não daria para pagar vereadores e pessoal contratado, pois só os subsídios dos edis somará o total R$480.000,00. “A intransigência e autoritarismo do ex-presidente, seguindo a orientação do ex-prefeito derrotado, era maquiar o Orçamento de 2017, para prejudicar a atual administração do prefeito Cézar de Adério (PP), denuncia o vereador Roberto de Lourival acrescentando: “A vereadora presidente Roberta, está provando agora, do mesmo veneno que seu grupo politico semeou”.

O vereador Fernando Dúlica chama atenção para a contração de assessoria “invisivel”.

Inchaço da folha

Outra critica apresentada pelos vereadores é o excesso de pessoal contratado pela administração da Câmara. “A Câmara de Milagres tem mais funcionários que vereadores e nenhum edil têm assessor”, denuncia o vereador Evanilson Silva, condenando o excesso das contratações. Outra critica foi apresentada pelo vereador Fernando Dúlica, que alerta para o fato da contratação de um assessor jurídico, cujo advogado nunca foi visto em atividade na Casa Legislativa. Completando o caudal de denuncias, a vereadora Jo de Dilza também destaca que “existe a nomeação ilegal de um servidor, com a presidente da Câmara alegando por base, um concurso sem validade, que foi realizado há 10 anos atrás”.

A saírem da reunião os vereadores anunciaram que vão buscar providencias.

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