Veja principais frases de Demóstenes em discursos no Senado

Senador de Goiás foi à tribuna sete vezes nos últimos nove dias.
Ele contestou veracidade de gravações e negou favorecimento a Cachoeira.

 Desde o começo da semana passada, o senador Demóstenes Torres (sem partido-GO) foi à tribuna do Senado em sete ocasiões para se defender das denúncias de que favoreceu o bicheiro Carlinhos Cachoeira. O único dia em que Demóstenes não discursou foi na quarta (4), justamente quando a Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) decidiu pela legalidade do processo que pede a cassação do senador.

Em seus discursos, Demóstenes afirmou que era apenas amigo de Carlinhos Cachoeira e que não usou o mandato para favorecer os negócios do bicheiro, pediu perdão aos colegas e contestou a veracidade das escutas telefônicas da Polícia Federal, que ligam o senador ao contraventor e que foram responsáveis pela prisão de Cachoeira.

Veja trechos dos discursos:

2 de julho
“Peço perdão pelos constrangimentos que causei, sobretudo aos que tiveram a gentileza de me apartar no discurso de 6 de março. Quem está aqui hoje é o mesmo homem daquele dia. Envergonhado, abatido, deprimido cansado e esgotado, mas que sente a injustiça lhe corroer o peito.”

 


3 de julho
“Para me investigar irregularmente, foram usadas tecnologias de ponta. Para me punir, estão sendo usados métodos medievais […] Desde o início, atesto minha inocência, e peço cuidado com o conteúdo das escutas.”

 

 


O senador Demóstenes Torres (sem partido-GO), durante discurso na tribuna do Senado nesta segunda (9) (Foto: Fábio Rodrigues Pozzebom/ABr)

5 de julho
“O relatório analisado pode ser tudo, menos constitucional, o que o torna igualmente ilegal e anti-jurídico. Como pode ser considerada constitucional uma apreciação subsidiada em provas em cuja colheita se rasgou a Constituição? Como pode ser tachado de legal algo encetado com uma representação eivada de ilegalidades?”

 

 


O senador Demóstenes durante discurso na tribuna do Senado.(Foto: Fábio Rodrigues Pozzebom/ABr)

6 de julho – 1º discurso
“Não há, no material resultante das escutas telefónicas, uma prova científica que demonstre que o mesmo é autêntico e que está íntegro. É a palavra do perito: os áudios estão editados.”

6 de julho – 2º discurso
“Vivo de salário. Não tenho chácara, não tenho fazenda, não tenho gado, não tenho ações de empresas, não tenho quase patrimônio nenhum. Meus bens são os que estão nas declarações de imposto de renda.”

 


9 de julho
“A diferença é que eu não menti. Ninguém deve mentir. Senador não deve mentir. Mas, se mentir, não se configura quebra de decoro. A tribuna é inviolável, segundo a própria Constituição.”

 

 

 


Demóstenes Torres faz último discurso antes da votação do pedido de cassação do seu mandato (Foto: Waldemir Barreto/ Agência Senado)

10 de julho
“Agora, sobrevivente de uma atrocidade sem precedente, me sinto mais maduro para legislar. Vou continuar no Senado trabalhando intensamente pela implantação do ensino em tempo integral em todas as escolas, um percentual mínimo para a educação, a defesa dos recursos hídricos e a estabilidade política de nossa democracia.”

 

Do G1, em Brasília

Artigos relacionados

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Adblock detectado

Por favor, considere apoiar-nos, desativando o seu bloqueador de anúncios