Tragédia em Minas gerais com o rompimento da barragem de rejeitos em Brumadinho

Corpo de Bombeiros divulga lista com 186 pessoas encontradas com vida: estimam que há cerca de 200 desaparecidos

Três bombeiros conseguiram puxar a mulher para fora da lama. (Foto: © Rede Record)

Uma barragem se rompeu no começo da tarde desta sexta-feira, 25, no município de Brumadinho, que faz parte da zona metropolitana da capital mineira, Belo Horizonte.

Em nota divulgada no começo da tarde, a mineradora Vale disse que os rejeitos liberados pela barragem atingiram a área administrativa da empresa no local, conhecido como Mina Córrego do Feijão. A lama também teria atingido parte da comunidade da Vila Ferteco, nas proximidades.

Desaparecidos

Corpo de Bombeiros MG/ divulgação.

Apos intensas buscas o Corpo de Bombeiros de Minas Gerais afirmou que cerca de 200 pessoas estão desaparecidas após o o rompimento da barragem.

Segundo a empresa, a área administrativa, onde estavam funcionários, foi atingida, assim como a comunidade da Vila Ferteco. No momento do rompimento da barragem Mina Feijão, o refeitório da Companhia Vale do Rio Doce estava servindo o almoço. A capacidade do salão era para 2 mil pessoas. Trabalham na unidade 613 trabalhadores, em 3 turnos, mais 28 pessoas terceirizados. O refeitório foi soterrado, mas não há ainda informações sobre quantas pessoas estavam no local, de acordo com a Defesa Civil.

Buscas por sobreviventes

Equipes de Resgate do Corpo de Bombeiros realizam buscas em área atingida por rejeitos após rompimento da barragem da mina do Feijão em Brumadinho, na região metropolitana de Belo Horizonte, Minas Gerais (Foto: © Washington Alves)

Um sistema de Comando de Operações foi estruturado no Centro Social do Córrego do Feijão, nas proximidades do campo de futebol e da igreja católica da cidade. Em nota, os Bombeiros informaram que “vários órgãos, principalmente de segurança pública, estão no local e em reunião neste momento definindo as estratégias de atendimento”. O campo de futebol está sendo utilizado como área de avaliação e triagem das vítimas para atendimento médico, além de estacionamento de viaturas.

O acidente aconteceu na altura do km 50 da Rodovia MG-040. Os bombeiros enviaram equipes com policiais civis e militares, com enfermeiros e medicamentos, além de cinco aeronaves e um helicóptero. Também foram acionados militares do Batalhão de Emergências Ambientais e Resposta a Desastres (Bemad).

Um grupo de cerca de 40 moradores faz buscas por parentes e amigos que desapareceram. As famílias estão em uma quadra coberta, no centro do município, ao lado do escritório de crise montado pela mineradora Vale. No local, equipes recolhem nomes de possíveis desaparecidos.

Sete mortos resgatados

Três bombeiros conseguiram puxar a mulher para fora da lama. (Foto: © Rede Record)

O Corpo de Bombeiros de Minas Gerais localizou até o momento os corpos de sete vítimas do rompimento da barragem do Córrego Feijão, da Vale, em Brumadinho(MG). Segundo comunicado divulgado pela assessoria do governador mineiro, Romeu Zema (Novo), na noite desta sexta-feira, 25, os mortos ainda não foram identificados.

Nove pessoas foram retiradas com vida da lama com rejeitos de minério de ferro e outras 100 que estavam ilhadas foram socorridas. A mineradora informou ao governo estadual que havia 427 pessoas na Mina Feijão, onde a barragem estava localizada, das quais 279 foram resgatadas com vida. Ainda há cerca de 150 funcionários da empresa desaparecidos, cujos nomes foram pedidos à Vale pelos bombeiros.

A lama de rejeitos passa arrasando tudo à sua frente. (Corpo de Bombeiros MG/ divulgação.)

Há três anos, a tragédia de Mariana

Em novembro de 2015, outra barragem da Vale, na região de Mariana, também em Minas Gerais, se rompeu, matando 19 pessoas, destruindo totalmente três distritos – Bento

Rodrigues, Paracatu de Baixo e Gesteira, esta última a 60 km de Mariana – e deixando milhares de pessoas desalojadas.

Administrada pela Samarco, a barragem de Fundão liberou 34 milhões de metros cúbicos de rejeito de minério, que desceram 55 km pelo rio Gualaxo do Norte até o Rio do Carmo e outros 22 até o Rio Doce.

A avalanche de lama percorreu 663 km de cursos d’água e atingiu 39 municípios em Minas Gerais e no Espírito Santo – o maior desastre ambiental do país.

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