Tragédia anunciada: Estreitamento do Riacho do Caititu provocará futuras inundações e mortes no Campo do Governo

A partir da ponte da BR-242, com vão de 10m, o riacho corre recebendo os esgotos dos bairros e loteamentos a montante, mantendo o fluxo de água suja até desaguar no Rio Piranhas que polui o Rio Paraguaçu

O Riacho do Caititu que atravessa o Campo do Governo torna-se uma ameça com seu estreitamento.

Moradores da área de invasão do Campo do Governo, um dos mais populosos bairros de Itaberaba, reclamam dos riscos que representam as obras em torno do Riacho do Caititu, que atravessa todo o bairro, passando pelos extremos da cidade até desaguar no leito do Rio Piranhas, afluente que polui o Rio Paraguaçu. O Riacho do Caititu se transformou em verdadeiro canal de esgotos a céu aberto, correndo em meio a tabuas, charcos, áreas de alagamento, poços fétidos e pontilhões malfeitos pela prefeitura, ao longo de muitos anos.

Ponte da BR-242, com vão de 10m sobre o Caititu, que vem sendo estreitado com aterros dos loteamentos..

Todo percurso do riacho é sujeito a grandes enchentes nas épocas das chuvas torrenciais, quando tem invadido muitas casas e casebres das famílias pobres que ocupam irregularmente todas as margens. “Seu Paulo Gordo, morador há mais de trinta anos no local, afirma que “nas trovoadas tudo fica alagado e a água chega perto da porta de casa”, que fica a 200 metros do leito.

Loteamentos provocam aterramentos

Grandes loteamentos empurram toneladas de terra espremendo o leito do riacho situado na vertente.

As obras de terraplenagem realizadas pelos investimentos imobiliários conduzidos pelo empresário e ex-prefeito João Almeida Mascarenhas Filho, que transforma a antiga Fazenda Caititu em grandes loteamentos nas duas margens. é um fator de estreitamento do leito, colocando em risco as futuras inundações. Antes da travessia da BR-242, foi construída uma barragem de solo-aterramento sobre o leito do Caititu, que represa a água por um lago de mais de 600 metros de extensão, promovendo reserva de água para dessedentação animal, do outro lado da antiga Fazenda Caititu, propriedade de João Filho.

Manilhas insuficientes apoiam estradas recentemente abertas, que interligam os loteamentos.

A partir da ponte da BR-242, com vão de 10m, o riacho corre recebendo os esgotos dos bairros e loteamentos a montante, mantendo o fluxo de água suja. Sobre sua extensão a prefeitura foi construindo pequenos e baixos pontilhões, alguns com manilhas, que durante as enchentes são cobertos pelas águas, isolando os moradores situados do lado do 11º Batalhão PM. São seis pontilhões até chegar na ponte da Avenida Luiz Viana Filho, com vão de 10m.

Pontilhão deficiente com manilha feito pela prefeitura.

Os riscos do aterramento do Riacho do Caititu, precisam contar com as atenções dos órgãos ambientais como a Coordenação Municipal de Meio Ambiente (CMMA) e do Estado, como o INEMA, IBAMA e o Ministério Público do Meio Ambiente, para tomada de medidas que preservem o curso natural do riacho, para evitar tragédias urbanas futuras.

Outro pontilhão raso construído pela prefeitura, recentemente.
Ponte sobre o Riacho do Caititu, com vão de 10m, na travessia da Av. Luiz Viana Filho.
Único trecho do riacho com paredes de contenção, após a ponte da Luiz Viana Filho.
Barragem represa o Riacho do Caititu, do outro lado da BR-242.
A partir da Ponte da rodovia 242, o riacho passa por estreitamento.

Artigos relacionados

Deixe uma resposta

Botão Voltar ao topo

Adblock detectado

Por favor, considere apoiar-nos, desativando o seu bloqueador de anúncios