Skype: Microsoft responde sobre falha de segurança em transcrições de mensagens

A Microsoft respondeu à polêmica quanto a uma suposta falta de segurança nas transcrições de mensagens do Skype por meio da Cortana, com dados de voz dos usuários sendo enviados a contratados externos sem as devidas proteções contra interceptação. Em comunicado à imprensa internacional, a companhia afirma ter intensificado seus protocolos relacionados ao sigilo das informações, que agora, são analisadas em “instalações seguras em um pequeno número de países”.

A mudança é repercussão de uma denúncia feita na última semana por um funcionário terceirizado da companhia e publicada pelo The Guardian. De acordo com ele, que trabalha para uma empresa não identificada em Pequim, na China, mensagens de áudio dos usuários do Skype estariam sendo compartilhadas com contratados dessa categoria sem os devidos protocolos de segurança, o que as tornariam alvo fácil para interceptação por hackers. Ele disse ter transcrito milhares de gravações reproduzidas pela assistente Cortana de casa, em seu notebook pessoal, e sem qualquer tipo de protocolo de proteção, ao longo de um período de dois anos.

Trata-se, segundo ele, de um trabalho de revisão, que verifica a transcrição automática feita pelo sistema em busca de problemas ou dificuldades de entendimento. Todo o processo seria feito a partir de um aplicativo web acessado a partir do navegador, com direito a logins e senhas enviadas por e-mail, colocando todo o sistema à mercê não apenas de indivíduos maliciosos, mas também do próprio governo chinês.


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Em sua resposta, a Microsoft afirma que, após a revisão de seus protocolos de segurança, não possui mais parceiros chineses realizando esse trabalho. Além disso, deixou claro que as mensagens enviadas a tais contratados não representam risco, pois trazem apenas trechos aleatórios de áudio com no máximo 10 segundos de duração, sem identificação que os ligue a usuários ou contas específicos.

Por outro lado, a companhia não admitiu que as mudanças estão relacionadas à denúncia publicada pelo The Guardian, mas sim, de um processo de revisão das políticas de segurança que já vinha acontecendo. Como resultado dela, as políticas de privacidade do Skype também estão sendo alteradas para dar mais clareza sobre o processo que, de acordo com a empresa, já seguia normas internacionais de privacidade.

Por fim, a Microsoft afirma que continuará dando passos para aumentar a transparência dos trabalhos, além de dar mais controle aos usuários sobre o gerenciamento de seus dados. A companhia, entretanto, não entrou em detalhes sobre novos recursos ou normas a serem aplicadas, não divulgando, também, mais informações sobre como o processo vem sendo realizado após as mudanças.

Leia a matéria no Canaltech.

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