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Sema assina termo de acordo coletivo para preservação do Rio Catolé

Proprietários rurais situados nas margens do Rio Catolé, farão a implantação de 48 quilômetros de cercas de proteção de Áreas de Preservação Permanente, especialmente nascentes, margem do rio e matas ciliares

Vitima do desmatamento e outros crimes ambientais, o Rio Catolé Grande pode ser recuperado com estas ação coletiva.

O Rio Catolé Grande, que atravessa o Território Vitoria da Conquista e deságua no Rio Pardo, será beneficiado pelo o Termo Coletivo de Prestação de Serviços Ambientais que foi assinado na sexta-feira (15), pelo secretário estadual do Meio Ambiente Geraldo Reis Visando e os os produtores rurais da cidade de Barra do Choça, na sede do Ministério Público Estadual de Vitória da Conquista, visando a recuperação da mata ciliar e as nascentes. Os serviços são em atendimento aos Programas de Regularização Ambiental (PRA), oriundos dos Cadastros Estaduais Florestal de Imóveis Rurais (Cefir).

Secretário Geraldo Reis e as promotoras do meio ambiente, Karina e Soraya, em reunião com os produtores rurais, decidiram a favor do Rio Catolé Grande.

Em reunião com as promotoras de Justiça de Vitória de Conquista, Karina Gomes Cherubini, e de Barra do Choça, Soraya Meira Chaves, ficou estabelecido que os proprietários rurais, com imóveis situados às margens do Rio Catolé, farão a implantação de 48 quilômetros de cercas de proteção de Áreas de Preservação Permanente, especialmente nascentes, margem do rio e matas ciliares, mediante o cumprimento das normas de proteção ambiental, e outras áreas de preservação permanente, além do requerimento de outorga para uso de recursos hídricos, como de relevante interesse ambiental.

De acordo com o termo de acordo coletivo, a Secretaria do Meio Ambiente do Estado (Sema) se compromete em fornecer materiais para os cercamentos de nascentes, sendo 11.520 estacas de eucalipto tratado; 480 mourões esticadores de eucalipto tratado; 192 rolos de arame de 1 mil metros; 1.152 esticadores de arame; e 144 pacotes de balancins espaçadores com 100 unidades cada; no valor total de aproximadamente R$ 250 mil, visando à recuperação da vegetação nativa e consequente melhoria ambiental e segurança hídrica da região sudoeste.

Para Geraldo Reis, o encontro foi mais um passo para se aprofundar o trabalho na preservação de nascentes e de matas ciliares no município de Barra do Choça, em especial nas proximidades do rio Catolé Grande. “Pretendemos transformar o rio, junto com os parceiros dos produtores rurais, em uma experiência piloto para que outras cidades possam também realizar ações semelhantes de recuperação ambiental, buscando restabelecer as matas ciliares e o cercamento das nascentes da região”, comentou.

O rio Catolé Grande nasce no município de Vitória da Conquista e deságua no rio Pardo, em Itapetinga. Da nascente até a foz são aproximadamente 80 quilômetros de extensão. Na área urbana de Itapetinga, ele percorre um curso de aproximadamente 9,5 quilômetros. O rio influi diretamente no abastecimento de sete cidades do sudoeste baiano: Barra do Choça, Vitória da Conquista, Itapetinga, Itambé, Caatiba, Nova Canaã e Planalto.

Salvador do Paraguaçu

Salvador do Paraguaçu ou Salvador Roger Pereira de Souza, é jornalista editor fundador do periódico O Paraguaçu em circulação desde 1976. Solteiro (divorciado) é um ambientalista dedicado em defesa do Rio Paraguaçu. Para tanto criou a ONG Fundação Paraguaçu, com a qual promove o Projeto Cariangó, que tem por meta o plantio de 1.0 milhão de árvores nativas na região do médio Paraguaçu e Chapada Diamantina. O projeto conta com a participação de empreendedores, muitos voluntários e recebe apoio da Fundação Interamericana - IAF, que firmou o convênio BR-898 com a doação de U$49.0 mil dólares, em apoio a etapa inicial da meta de 1.0 milhão de árvores a serem plantadas em cinco anos. O ano inicial é 2016.

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