Rui Costa reagiu contra os caminhoneiros e negou redução do ICMS sobre os combustiveis

Governador determinou operações da Policia Militar contra a greve apoiando convocação das forças federais pelo presidente Temer

Rui Costa considera inaceitável reduções no ICMS para reduzir o preço dos combustíveis.

Por diversos momentos da semana passada, o governador Rui Costa assumiu, publicamente, uma posição autoritária em relação à greve dos caminhoneiros, ao revelar sua preocupação com a paralização dos serviços públicos na Bahia, aprovando a convocação das forças armadas contra os caminhoneiros, negando-se qualquer redução na alíquota do do ICMS para baixar o preço dos combustíveis.,

No sábado (26) Rui Costa fez um apelo em vídeo publicado nas redes sociais, para que a greve dos caminhoneiros não cause o colapso dos serviços públicos. Por causa do movimento, o país corre sério risco de desabastecimento. No mesmo pronunciamento o mandatário baiano tenta politizar o movimento se referindo ao Impeachment da ex-presidente Dilma e à prisão do ex-presidente Lula.

Na Bahia, por exemplo, não há mais combustível nos postos de gasolina. “Como cidadão, eu apoio e me solidarizo com todos aqueles que querem se manifestar e solicitar um Brasil melhor. Como governador da Bahia, luto que não haja colapso nos serviços públicos. Tenho que garantir a segurança pública das pessoas, que os hospitais continuarão recebendo medicamentos e oxigênio. Precisamos garantir o funcionamento dos aeroportos, garantir o funcionamento do transporte público”, disse, pedindo a “compreensão” dos manifestantes.

Ainda segundo ele, há indignação com a situação do país após o impeachment de Dilma Rousseff. “Foi para isso que eles tiraram a presidenta Dilma? Com a Dilma, a gasolina era R$ 2,70; hoje, está R$ 5. Foi para isso que eles prenderam o ex-presidente Lula?”, questionou.

Apoio a intervenção militar

O governador Rui Costa aprovou a convocação das forças armadas contra a greve dos caminhoneiros

Em em Teixeira de Freitas, em entrevista à emissoras de rádio locais,  Rui Costa declarou apoio a decisão do presidente Michel Temer (MDB) de colocar forças federais [Forças Armadas (Exército, Marinha e Aeronáutica), Polícia Federal, Polícia Rodoviária Federal e Força Nacional de Segurança] para desbloquear rodovias ocupadas por caminhoneiros em greve e garantir que combustíveis, alimentos, insumos e suprimentos para as cidades. Segundo Costa, a paralisação está comprometendo setores essenciais em todo estado.

Rui Costa defendeu a medida do governo federal de permitir o uso das Forças Armadas para desbloquear estradas ocupadas pela greve dos caminhoneiros que chegou nesta segunda-feira (28) ao oitavo dia. “Eu sou crítico dos desastres da política de reajustes de preços da Petrobras, mas não é porque sou crítico que temos que permitir que falte oxigênio em hospitais”, declarou o governador em entrevista a rádios em Teixeira de Freitas na manhã do dia 25. “A medida (de Michel Temer (MDB) é acertada. 75% dos caminhões que estão protestando são de empresas e as empresas não podem parar o país. Daqui a pouco vai começar a morrer criança e idoso em hospital”, reiterou Rui Costa.

Contra redução do ICMS

Rui Costa e Pimentel Pimentel, uniram-se contra a redução de imposto estadual para reduzir o preço dos combustíveis.

No dia 25, quando Temer anunciou o primeiro acordo com entidades de caminhoneiros, Rui Costa assinou com os demais governadores de estados do Nordeste e de Minas Gerais, uma nota conjunta em que classificou de “inaceitável” o apelo do governo federal para que os estados renunciem à parcela das receitas de ICMS dos combustíveis para que o preço caia nas bombas.

Indiferentes aos apelos da população motivada pela greve dos caminhoneiros, os governadores afirmaram “Colocar sobre os Estados Federados o ônus de qualquer redução da alíquota sobre os combustíveis – além de ser desrespeitoso – é atitude inconsequente e, por isso mesmo, inaceitável”, diz trecho do documento, que é assinado por Rui Costa e os governadores Fernando Pimentel (Minas Gerais), Camilo Santana (Ceará), Ricardo Coutinho (Paraíba), Paulo Câmara (Pernambuco), Wellington Dias (Piauí) e Belivaldo Chagas (Sergipe).

Policias escoltam combustíveis

A Bahia foi o primeiro estado a viabilizar combustíveis para os postos, por determinação do governador Rui Costa. Agentes da Secretaria de Segurança Pública estão escoltando combustível para viaturas, ambulâncias, ônibus, entre outros serviços básicos estão sendo escoltados por equipes das forças de segurança estaduais até Salvador e cidades da RMS e interior. Além disso, alimentos, oxigênio para hospitais também estão na lista de prioridade do plano emergencial definido pelo governador Rui Costa e cumprido pela SSP, conforme anunciado na manhã do domingo (27).

Batalhões de Polícia Rodoviária (BPRv) e de Choque (BPCHq) estão escoltando os materiais, depois de negociações com os caminhoneiros. No Centro de Operações e Inteligência da SSP foi ativada uma sala de situação com integrantes de forças estaduais e federais monitorando rodovias e cargas sensíveis.

 

 

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