Representantes de Correios e grevistas se reúnem em audiência de conciliação no TST

Audiência foi convocada pelo ministro Maurício Delgado. Estatal pede ao tribunal que determine suspensão imediata da greve. Funcionários querem reposição salarial e são contra privatização.

Representantes dos Correios e dos funcionários da empresa, que entraram em greve nesta quarta-feira (11), se reuniram no início da tarde desta quinta (12) em uma audiência de conciliação convocada pelo ministro do Tribunal Superior do Trabalho Maurício Godinho Delgado.

Delgado é relator do dissídio coletivo de greve ajuizado pelos Correios. No processo de dissídio, os Correios pediram ao TST que determine a suspensão imediata da greve, sob pena de multa, ou a manutenção de no mínimo 90% dos funcionários em cada unidade.

Por causa da greve os Correios decidiram suspender temporariamente as postagens de serviços com hora marcada (Sedex 10, Sedex 12, Sedex Hoje).

Apesar da suspensão de parte dos serviços, os Correios afirmam que a rede de atendimento está aberta em todo o país e que serviços como Sedex e PAC continuam sendo postados e entregues em todos os municípios. Os clientes podem buscar informações pelo telefone 0800 725 0100.

Os funcionários dos Correios entraram em greve por tempo indeterminado. Segundo a Federação Interestadual dos Sindicatos dos Trabalhadores e Trabalhadoras dos Correios (Findect) e a Federação Nacional dos Trabalhadores em Empresas de Correios e Telégrafos e Similares (Fentect), todos os 36 sindicatos de trabalhadores da estatal aderiram à paralisação.

Reivindicações dos grevistas

A categoria pede reposição da inflação do período e é contra a privatização da estatal, incluída no mês passado no programa de privatizações do governo Bolsonaro.

Os trabalhadores querem também a reconsideração quanto à retirada de pais e mães do plano de saúde, melhores condições de trabalho e outros benefícios.

O que diz a empresa

Em nota, a direção dos Correios informou ter participado de dez encontros com os representantes dos trabalhadores para apresentar propostas dentro das condições possíveis, “considerando o prejuízo acumulado na ordem de R$ 3 bilhões”.

Ainda segundo a empresa, a paralisação dos funcionários “agrava ainda mais a combalida situação econômica da estatal”, que vem “executando um plano de saneamento financeiro para garantir sua competitividade e sustentabilidade”.

“Os Correios contam com a compreensão e responsabilidade de todos os seus empregados, que precisam se engajar na missão de recuperar a sustentabilidade da empresa e os índices de eficiência dos serviços prestados à população brasileira”, completou.

Em 21 de agosto, o governo anunciou que começará um processo para privatizar os Correios. Após reunião do Programa de Parceria de Investimentos (PPI) o governo anunciou o plano de privatizar nove estatais, entre elas os Correios.

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