Psoríase: saiba o que é e como tratar

Entenda mais sobre a psoríase, conferindo como tratar a doença e tirando suas principais dúvidas sobre o assunto.

Crédito da imagem: medicalnewstoday.com

Mesmo que a psoríase seja uma doença de pele comum e não contagiosa, muitas pessoas podem sofrer com o afastamento social que as famosas manchinhas vermelhas e escamosas causam.

Dependendo da gravidade da condição, o paciente pode sofrer prejuízos sérios em sua autoestima e qualidade de vida, necessitando de um tratamento rápido e adequado para a situação.

Pronta para saber mais sobre o assunto? Continue sua leitura até o final!

O que é psoríase?
A psoríase é uma doença que afeta a pele e ocorre em sua forma crônica.

Apesar de algumas pessoas se assustarem com o seu aspecto, ela não é nada contagiosa e costuma afetar o paciente que a possui em períodos cíclicos.

Isso significa que a pessoa sofre com seus sintomas em determinado período e eles só voltam a reaparecer um certo tempo depois.

Embora a sua causa ainda não esteja bem estabelecida, acredita-se que o sistema imunológico e suscetibilidades hereditárias possam exercer influência em seu desenvolvimento.

Mesmo que a doença não seja muito agradável, pois pode atingir a estética corporal, ela costuma ser comum.

Como ocorre seu desenvolvimento?
Apesar das causas não estarem bem elucidadas, estudos indicam que possivelmente as células de defesa do organismo acabam liberando substâncias inflamatórias na corrente sanguínea.

Desta maneira, os vasos sanguíneos se dilatam e começam a surgir manchas mais escamosas na pele (pelo acúmulo de neutrófilos – células relacionadas com o processo).

De forma geral, esse ciclo vicioso acaba sendo quebrado quando o tratamento é feito, mas tende a se repetir de tempos em tempos.

Quais são os sintomas da doença?
Os sinais de psoríase podem variar bastante conforme a resposta do paciente ao processo inflamatório, mas envolvem:

⦁ Manchas avermelhadas sobre a pele – com aspecto mais espesso e escamas mais brancas;

⦁ Após surgimentos das lesões, desenvolvimento de pequenas manchas sobre a pele (claras ou escuras);

⦁ Pele bastante ressecada e que pode sofrer até com sangramentos;

⦁ Articulações mais doloridas, inchadas e rígidas;

⦁ Unhas mais grossas, descoladas ou com sulcos – ou também com micoses;

⦁ Dores;

⦁ E sensações de queimação ou coceira na pele.

De maneira geral, os casos mais leves tendem a ser desconfortáveis, mas suportáveis. Já os mais graves podem afetar seriamente a qualidade de vida, pois geram dores e prejuízos estéticos sérios – requerendo até apoio psicológico em alguns casos.

Condições patológicas associadas
A psoríase costuma estar associada com outras doenças, como:
⦁ Artrite;
⦁ Problemas cardiológicos e gastrointestinais;
⦁ Disfunções metabólicas;
⦁ E até mesmo distúrbios de humor.

Fatores de risco
Apesar das causas não serem bem definidas, como já dito anteriormente, alguns fatores podem aumentar as chances para desencadear a doença ou vir a piorar quadros que já estão instalados.

Os principais fatores de risco para a psoríase são:

⦁ Estresse
Quando nos sentimos estressados (principalmente de maneira crônica), o sistema imunológico fica altamente prejudicado pela liberação do hormônio cortisol. Com isso, as chances para desenvolver ou quadros de psoríase já existentes tendem a aumentar.

⦁ Predisposição genética
Casos de histórico familiar para psoríase devem redobrar a atenção para o problema, visto que até 40% dos pacientes podem sofrer com a doença de maneira genética.

⦁ Clima mais frio
Quando as temperaturas caem, a pele fica mais ressecada e a psoríase tende a piorar – piorando ainda mais os sangramentos que já poderiam vir a ocorrer.

⦁ Hábitos de vida
O consumo de bebidas alcóolicas é um hábito capaz de prejudicar a situação, aumentando os riscos para essa doença de pele.

Da mesma maneira, o cigarro também tende a aumentar a gravidade dos quadros.

⦁ Obesidade
Quando o sobrepeso já virou obesidade, a psoríase pode se desenvolver ou até piorar.

Como funciona o tratamento para psoríase?
Como a condição pode ser séria, seguir a recomendação médica é importantíssimo para garantir o sucesso do tratamento.

Além disso, o dermatologista sempre irá analisar bem o quadro e escolher terapias que mais se adequem as necessidades individuais de cada pessoa – sendo um tratamento bastante individualizado.

Principais técnicas abordadas:
⦁ Tratamento tópico
Casos de psoríase leve podem ser beneficiados com esse tipo de tratamento, que envolve a aplicação direta de cremes ou pomadas sobre a pele.

⦁ Tratamento biológico
Pacientes que sofrem com o problema em sua forma moderada ou grave podem contar com esses métodos, que envolvem a aplicação de medicamentos injetáveis – os conhecidos anti-TNFs.

⦁ Tratamento com luz ultravioleta
Também conhecido como fototerapia, esse tipo de tratamento usa a luz ultravioleta para tratar a pele – mas só deve ser realizado por especialistas, prevenindo complicações de saúde.

⦁ Tratamento sistêmico
Casos moderados ou graves (inclusive aqueles que já se encontram associados com outras patologias) podem receber medicamentos – sejam eles em forma de injeções ou comprimidos.

As formulações sempre irão depender dos sintomas exacerbados e da situação de cada paciente.

É possível se prevenir?
Embora nem todos saibam, é possível adotar ações para prevenir desenvolvimento da psoríase e até mesmo evitar complicações para quem já possui a doença,

Pacientes que fazem parte do grupo que está envolvido com fatores de risco devem ter prevenção e atenção redobrada – procurando o dermatologista no surgimento de qualquer tipo de sintoma relacionado.

Quanto antes o diagnóstico e tratamento for realizado, menores serão as pioras do quadro.

Para se prevenir, procure manter um estilo de vida mais saudável, eliminando maus hábitos e cuidando da sua saúde e vitalidade – seja pela alimentação ou prática de exercícios físicos.

Considerações finais
Buscar o tratamento adequado para a psoríase é muito importante, visto que as lesões podem não afetar somente o quesito estético, mas prejudicar seriamente o psicológico e fatores físicos (de incômodo) para o paciente.

Se você já possui o quadro na família, fique esperto aos sinais e em caso de dúvidas procure sempre um dermatologista.

Caso a doença já esteja presente em sua vida, procure manter um estilo de vida mais saudável e seguir o tratamento com o dermatologista, sem desistir no meio do caminho.

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