Prefeito de Itaberaba persegue até seus eleitores, demitindo em massa logo após a eleição

O alcaide João Filho: “pagou com traição a quem sempre lhe deu a mão”.
O alcaide João Filho: “pagou com traição a quem sempre lhe deu a mão”.

O prefeito de Itaberaba, João Almeida Mascarenhas Filho (PP), deflagrou uma série de demissões de servidores contratados assim que findou a eleição no domingo, dia 2 de outubro. No dia 3, enquanto muitos dos seus eleitores ainda comemoravam a vitória do seu candidato, o sobrinho Ricardo Mascarenhas (PSB), o alcaide reunia-se na calada do seu gabinete e baixava atos de demissão, botando pra fora da Prefeitura, sem nenhum acordo, nem conversa pérvia, centenas de trabalhadores, aqueles mesmos que seguraram as bandeiras da campanha sob o propalado chicote da secretária de governo, Marigilza Mascarenhas, irmã do prefeito.

Muitos dos servidores demitidos vem trabalhando na prefeitura há mais de 16 anos, mesmo assim, tornaram-se vítimas da caneta impiedosa do prefeito, que vem sendo denunciado pelo Ministério Público Federal (MPF) e a Policia Federal (PF) por vários crimes de corrupção, entrando para a história como o maior manipulador do cofre público municipal.

Um servidor demitido que preferiu não se identificar, comentou desolado que, “antes diziam para os contatados pra gente se empenhar na campanha, para evitar a vitória do candidato Leonardo Moscoso (PSDB), pois todos seriam demitidos se ele vencesse a eleição”. Chateado por estar desempregado, esse mesmo funcionário demitido reconheceu que o prefeito João Filho “pagou com traição a quem sempre lhe deu a mão”.  Essa é uma lamentável história que se repete, pois ele fez o mesmo com seu próprio irmão, o ex-prefeito Jadiel Mascarenhas.

Uso eleitoral da máquina pública

A prefeitura foi utilizada como ferramenta para garantir a eleição de Ricardo Mascarenhas.
A prefeitura foi utilizada como ferramenta para garantir a eleição de Ricardo Mascarenhas.

Calcula-se que a onda de demissões determinadas pelo autoritário alcaide, jogará no desemprego e na amargura da falta de renda, mais de 2.500 servidores contratados. Levantamentos realizados por advogados que estão sendo procurados pelos trabalhadores demitidos, revelam que muitos dos contatados foram admitidos na prefeitura, dentro do período eleitoral, visando dar sustentação à campanha, com o município pagando os cabos eleitorais que deveriam ser custeados pela verba declarada do candidato.

Estimam os juristas que, tendo por base de cálculo a adesão de 3 eleitores por cada família de um contratado, a família Mascarenhas, o prefeito e seu candidato, conseguiram com o uso exclusivo da máquina pública, agregar 7.500 votos nas urnas desta eleição. Essa manipulação ilegal da manifestação da vontade do eleitor, teve como reflexo imediato a alteração dos resultados apurados nas urnas de 2 de outubro, no município de Itaberaba, analisam os advogados.

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