Polícia Civil conclui inquérito e indicia jovem por agredir e matar homem por engano em Uberaba

Geraldo Dirceu Duarte Filho, de 57 anos, foi morto em julho no Bairro Pontal. Verdadeiro autor dos atos obscenos já foi identificado e também foi indiciado.

A Polícia Civil concluiu as investigações do caso do pintor Geraldo Dirceu Duarte Filho, de 57 anos, morto por engano em julho deste ano no Bairro Pontal, em Uberaba. O frentista de 29 anos, apontado como suspeito de agredir o pintor até a morte, foi indicado por homicídio qualificado pelo meio cruel, por ter causado sofrimento excessivo na vítima.

As informações foram repassadas à imprensa nesta quinta-feira (12) pelo titular da Delegacia de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP), delegado Cyro Moreira, que também afirmou que o homem que de fato praticou os atos obscenos os quais Geraldo foi acusado já foi identificado e também foi indiciado pelo crime de ato obsceno.

O inquérito já foi encaminhado à Justiça e ao Ministério Público de Minas Gerais (MPMG).

Crime

O crime ocorreu na noite do dia 30 de julho. Após ser agredido, Geraldo foi encaminhado ao Hospital de Clínicas da Universidade Federal do Triângulo Mineiro (HC-UFTM), mas não resistiu e morreu na madrugada do dia seguinte. Testemunhas disseram que o pintor poderia ter sido agredido e morto por engano.

Uma testemunha contou aos militares que viu a vítima sendo agredida com diversos chutes na cabeça e no peito por um indivíduo e que tentou segurá-la para cessar as agressões.

Ainda conforme a testemunha, nesse momento, o autor disse que Geraldo teria mostrado o pênis para a companheira dele em data passada. O indivíduo ainda alegou à testemunha que tinha reconhecido o carro que o pintor estava dirigindo e que esperou ele estacionar para começar a agredi-lo.

A testemunha também contou à PM que a companheira do autor estava presente no momento da agressão, chorando e confirmando que o Geraldo teria mostrado o pênis para ela em outro dia, mas que a todo o momento ela pedia ao companheiro para parar as agressões.

Conforme o Boletim de Ocorrência, a testemunha também relatou que a motivação do autor para agredir a vítima não procedia. Consta também que o Saveiro usado por Geraldo é da testemunha, que alegou que aquela era a primeira vez que havia emprestado o carro para ele, não sendo possível que o pintor tenha usado o veículo em data anterior e nem mostrado o pênis para a mulher.

Investigações

Durante as investigações, foi apurado que o frentista confundiu Geraldo com o verdadeiro autor do ato obsceno por causa do Saveiro dirigido pelo pintor, o qual ele estava usando emprestado pela primeira vez no dia 30 de julho.

Segundo Moreira, no final de semana anterior ao dia do crime, o veículo tinha sido emprestado para outro homem, que de fato praticou o ato obsceno no bairro. Isso foi presenciado pela companheira do frentista, de 26 anos, que contou à ele que tinha um homem em um Saveiro branco manipulando os órgãos genitais em via pública.

Revoltado com esta situação, o jovem começou a procurar registros de câmeras de segurança do bairro próximo à casa dele, encontrou as imagens e memorizou as características do veículo.

Dias depois, o frentista estava dirigindo pela cidade acompanhado da companheira quando, em um semáforo, viu o Saveiro idêntico ao que ele tinha visto nas filmagens registradas e, então, passou a seguir o veículo.

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