Ocorrência do diamante na Bahia

Este artigo do historiador Epitácio Cerqueira foi extraído do seu livro inédito "A SAGA DO GARIMPO NA CHAPADA DIAMANTINA"

Garimpeiros lavam rutilos no rio.

A primeira notícia sobre mineração, na Bahia, é crível ter iniciada nos sertões dos rios de Contas e Congugi, entre os atuais municípios de Jequié, Ilhéus e Vitória da Conquista, lá pelos anos de 1718 a 1721, cortados por uma estrada que partindo do Litoral alcançava tais minas, nas vizinhanças de uma “cidade abandonada”, uma feitoria ou grande propriedade desaparecida, em lugar não definido, edificada por algum bandeirante descobridor de minas, como o legendário coronel Sebastião Raposo e seu sobrinho Antônio de Almeida, que teriam levado para São Paulo muitas arrobas de ouro, não deixando nenhum vestígio de suas descobertas, em vista dos rigores da Coroa Portuguesa, conservando ocultas as suas minas.

Os nossos primeiros mineiros e batedores do Sertão, que buscavam ouro e pedras preciosas, não aprenderam a identificar o diamante senão depois do ano de 1729, em Serro Frio, no Tijuco, hoje,Diamantina, na capitania de Minas Gerais, então no apogeu da exploração do ouro, quando um missionário enviado á região do Tijuco, e que estivera na Índia, em Golconda, reconheceu nos seixos reluzentes que os moradores usavam como tentos nos jogos de cartas de baralho, mas sem valor para os garimpeiros, diamantes de grande valia. Teria sido, no entanto, Bernardo Fonseca Lobo que levara ao conhecimento da Corte Portuguesa, em troco de sua nomeação como capitão-mor da vila do Príncipe naquela zona, a existência de diamantes nas lavras de ouro do Tijuco e não tardaram as providências da Coroa reivindicando a produção como de sua propriedade, e a inflição da cassação de licença para extração do ouro e uma taxa, per capita, nos garimpos de diamantes. Já no ano de 1734, a não ser nas lavras citadas, a procura de diamante não diminuiu, nada obstante a proibição da sua extração, tornando-se tão somente um mister clandestino, razão da dificuldade em saber-se em que época precisamente em qualquer outro local, que não no Tijuco, se teria iniciado a mineração do diamante.

O garimpo avançou sobre vales e vertentes, sobre rios e afluentes, com milhares de garimpeiros revolvendo pedra sobre pedra.

No arraial do Bom Jesus do Rio de Contas, hoje, Piatã (município criado pela Lei Provincial nº 1813, de 11 de julho de 1878 e desmembrado do Santíssimo Sacramento das Minas do Rio de Contas, depois chamado Rio de Contas, em 1885) nas nascentes do Contas, foi assinalada a presença de diamantes no cascalho aurífero, pois, aí, a formação do terreno é tão aurífera quanto diamantífera. No entanto, a tradição mais corrente é que a descoberta do diamante só aconteceu pelos idos de 1817, época em que o capitão-mor Félix Ribeiro de Novais, pesquisando na serra do Gagau, a sudoeste de Mucujê, logrou reunir algumas dessas pedras, as quais apresentou ao coronel Joaquim Pereira de Castro, porém, guardando sigilo por ser, até então, proibida a extração delas.

Em 1821, os estudiosos viajantes naturalistas, o bávaro Carlos von Martius e o alemão Johann Baptist von Spix, que atravessaram essa região, foram os primeiros a reconhecer o caráter francamente diamantífero da serra do Sincorá, dando disso conhecimento ao sargento-mor Francisco José da Rocha Medrado, proprietário de imenso latifúndio, onde se incluía a cidade de Mucujê, estabelecido com fazendas de criação de gado em vastos terrenos na serra do Sincorá.

Conta-se de um mineiro por nome Matos, que descendo o rio de São Francisco, em 1841, aposentou-se no lugar Cotovelo, entre o arraial do Miradouro e Xiquexique, nas proximidades da lagoa que banha a fralda ocidental da serra do Assuruá, e descobriu uma rica lavra diamantífera.Outro, um Antônio Alves das Virgens encontrou mais uma lavra nos tabuleiros do Morro do Chapéu, nas Aroeiras, também em Santo Inácio, hoje  município de Gentio do Ouro.

O ambiente paradisíaco da Chapada Diamantina esconde hist´rtias e emoçoes.

Anota o dr. Abílio César Borges, Barão de Macaúbas, natural de Rio de Contas, que o início da mineração do diamante sucedeu em 1839 no local conhecido por Tamanduá, na serra do Assuruá, 11 léguas do Gentio do Ouro e para onde se transportaram garimpeiros de outras lavras existentes na redondeza e daí chegaram à Chapada Velha, em 1842, onde hoje se situa o município de Ipupiára, que tornou-se o centro das lavras e do comércio de diamantes, região mais central, situada nas cabeceiras do rio Verde de Baixo.

As narrativas sobre a descoberta do diamante no centro diamantífero da Bahia, entre Lençóis e Mucujê, mais neste último, são controvertidas, variando as versões e os personagens sem se chegar a um consenso. Foi, porém, nos meados do ano de 1844, que um morador na freguesia do Bom Jesus do Rio de Contas e com uma fazenda – Cascavel, ao sul do povoado de Mucujê da Chapada Diamantina (depois, em 1847, denominada vila de Santa Isabel do Paraguaçu) – em terras da sesmaria do coronel Reginaldo Landulfo da Rocha Medrado, então residente na fazenda São João, de nome José Pereira do Prado, mais conhecido por Cazuza Prado, muito entendedor de diamante por os ter lavrado na Chapada Velha, percorrendo as terras marginais do ribeirão do Mucujê, em suas muitas viagens, obrigado pelo seu comércio de compra e venda de produtos agrícolas, notou pelo aspecto das montanhas e pela cor negra da água que o lugar devia produzir diamantes. Dias mais tarde, voltou a percorrer aquele veio pardacento, fazendo-se acompanhar de algumas pessoas, um seu afilhado de nome Cristiano Pereira do Nascimento e seu empregado de confiança e “positivo” Pedro Antônio da Cruz, que respondia pelo apelido de Pedro Ferreiro, e este “pegou” muitas oitavas (medida antiga equivalente a 3,586g, ou seja, a oitava parte da onça) de diamante “grosso”, levando a vendê-los, sem tardança, na Chapada Velha, então considerado o centro lavrista do tráfico de diamantes. Ao se apresentar ali, com o seu lote de pedras de maior volume e mais belos que os do local, a um “capangueiro”, foi por este denunciado às autoridades, na suposição de ser algum assassino de comprador de pedras preciosas, razão que o levou a revelar o local onde encontrara o produto do seu esforço e empenho honrado, propondo-se a conduzir os seus acusadores àquelas paragens em apurar a origem da sua partida de diamantes. Em poucos meses muitos milhares de aventureiros procedentes de toda parte acorriam  para aquele pacato lugarejo. Não muito tempo decorrido desses acontecidos foi se alargando as raias da garimpagem por novas descobertas e “influências”: no arraial do Chique-chique (hoje, Igatu) a 3,5 léguas de Santa Isabel do Paraguaçu; no rio Cajueiro, afluente do rio Paraguaçu, vizinho do povoado de Passagem, em cujo vale se formou o arraial de Andaraí, distante 5 léguas de Santa Isabel para o nordeste; no vale do rio São José, onde se edificou a bela cidade de Lençóis, 10 léguas ao noroeste de Santa Isabel, em que a mineração tomou um impulso prodigioso; no lugar Licorioba, légua e meia para o norte de Lençóis, no leito do rio Santo Antônio de que lugar se achou em abundância o diamante; na serra do Sincorá, na cabeceira do rio de mesma denominação até o povoado de Triunfo; à margem esquerda do rio Utinga e no rio Una e seus afluentes superiores.

Aí por 1879, o centro de maior produção era o distrito do Xiquexique, não só no vale do riacho Piabas como no próprio leito do Paraguaçu, na povoação de Passagem e para baixo numa extensão de 4 léguas até o povoado das Piranhas. Já em Lençóis, nessa mesma época, a decadência da mineração era extrema, ressentindo-se mesmo o comércio local, salvo no lugar em que era encontrado o carbonado de enorme valor para fins industriais e não mais o diamante.

Nos dias de bambúrrio, a descoberta de diamantes, a praça de Lençóis virava uma festa.

O diamante (do grego, adamas, que significa invencível), em composição é a mais simples  de todas as pedras preciosas ou não preciosas – é, nada mais que o carbono puro (demonstrou o químico inglês Smith Tennart, em 1797) cristalizado no sistema cúbico (com diversas variantes) através de milênios de altas pressões e temperaturas, durante as grandes convulsões geológicas. O diamante é, depois dos seus variáveis carbonado e bort, o mais duro dos minerais Na escala de Mohs tem dureza igual a 10, o máximo, e lhe acompanha as esmeraldas: o coridon (de que se compõem os rubis e as safiras) com dureza 9 e o berilo, 8. O diamante é mineral habitualmente incolor ou ligeiramente azul, amarelo, vermelho, róseo ou verde, cores produzidas pela presença de óxidos metálicos, é, também, negro – a variedade carbonado ou lavrita (nome derivado de Lavras Diamantinas). Em 1939 encontrou-se o maior carbonado até hoje visto, com 931,29 quilates (este nome vem das antigas medidas de peso, no Oriente, as sementes de uma árvore, a alfarrobeira. 5 quilates pesam 1grama e o quilate divide-se em 100 partes ou centésimos) em Chique-chique depois    chamado Xiquexique das Lavras e atualmente Igatu, distrito de Andaraí.

Os diamantes já eram conhecidos na Índia 800 anos antes de Cristo e até o século VIII, de nossa era, o único país produtor. Na África austral, no cabo de Boa Esperança, região do Vaal, foi encontrado em 1850; no Brasil, em Minas Gerais, região do Tijuco, lá para os idos de 1729. Os diamantes brasileiros são de aluvião, jazidas de origem secundária, pois encontrados nos cascalhos e areias dos rios e córregos, nas encostas dos montes ou grupiáras. Diz-se de origem primária quando extraídos de rocha eruptiva matriz: na Índia, nas famosas minas de Golconda, a rocha originária é o pegmatito; na África, a rocha matriz é do grupo dos peridotitos, chamada kimberlito ou rocha azul, as chaminés verticais ou diques.

Segundo o sábio viajante Teodoro Fernandes Sampaio, para determinar o vasto âmbito da zona diamantífera da Bahia , teríamos de destacar um largo trecho da Chapada Diamantina, cujos limites, por linhas naturais, começariam no rio de São Francisco desde o Xiquexique, alcançando a foz do rio Paramirim , nas vizinhanças da cidade de Morpará, e por este rio acima até as suas nascentes nas cercanias do pico das Almas, entre os municípios de Água Quente e Paramirim. De então, seguindo o curso do rio Brumado até a sua foz no rio de Contas, entre os municípios de Rio de Contas e Ituaçu, seguindo daí pelo rio de Contas abaixo até a barra do rio Sincorá, no extremo sul do município de Barra da Estiva. Sobe o rio Sincorá até as suas cabeceiras, em Ibicoara, e transpondo a serra do Sincorá alcança as nascentes do rio Una, no município deste nome, descendo o seu curso até a sua foz no rio Paraguaçu, entre Itaetê e Andaraí. Remonta o curso do Paraguaçu até a foz do Santo Antônio, em Andaraí e subindo por este até onde recebe o caudal do rio Utinga, em Lençóis, de cujo curso acompanhará até as suas cabeceiras nas vizinhanças de Morro do Chapéu, e, prosseguindo ao norte, para além das nascentes do rio Jacuípe, no mesmo município de Morro do Chapéu.

Área de comprimento de 370 quilômetros e largura de 228 quilômetros se inserem: no extremo noroeste, as antigas lavras de Santo Inácio, na serra do Assuruá, no extremo norte do município de Gentio do Ouro; no meio, tendendo para o oeste, as não menos antigas lavras da Chapada Velha, hoje, Ipupiára (município criado pela Lei Estadual nº 1015, de 9 de agosto de 1958 e desmembrado de Brotas de Macaúbas); para o sudeste as primitivas lavras da serra do Sincorá e das nascentes do rio Una; no centro da face leste, quase abrangendo totalmente a Chapada Diamantina, e no extremo nordeste as minas do Morro do Chapéu. Tal região é a mais elevada do estado da Bahia, onde se acha o ponto culminante do seu sistema orográfico, o pico das Almas, com 1850 metros de altitude, na divisa dos municípios de Água Quente e Paramirim.

A cidade de Lençóis chegou a sediar uma embaixada francesa, que intermediava a compta de diamantes brutos.

Acontece que os limites acima assinalados foram os em que mais notadamente acharam –se diamantes, porquanto estes têm sido encontrados até na zona do Litoral, como se deu em 1881, na grande lavra do Salobro, nas cercanias do rio Pardo, 12 léguas distante de Canavieiras, como, também, no rio Una, no município de mesmo nome; em Camaçari, Pitanga e rio Catu ao norte da cidade do Salvador e, ainda, no rio Imbassaí, cerca de 100 quilômetros para o nordeste da mesma capital da Bahia. No leito do rio de São Francisco, Orville Derby encontrou no cascalho da cachoeira Itaparica, vizinha de Jatobá, no município de Abaré (criado pela Lei Estadual nº 1730, de 19 de julho de 1962 e desmembrado de Chorrochó), indícios de diamantes, até, no sudoeste do Estado, no riacho Solidão, que banha o povoado do Boqueirão das Parreiras, no município de Palmas de Monte Alto, foi acusada a presença de diamante.

Hão-se de destacar, por uma parte, os rios e riachos diamantíferos localizados em pontos diversos dentro e fora daqueles limites: o rio Paraguaçu (em língua indígena tupi significa “rio caudaloso grande”) com suas cabeceiras no morro do Ouro, na vertente ocidental da serra do Cocal, com pouco mais de mil metros acima do nível do mar, nas vizinhanças da cidade de Barra da Estiva e à distância de 24 quilômetros do povoado do Sincorá Velho, e possui diversas cachoeiras, tendo o seu curso 520 quilômetros até a sua foz no Recôncavo.  Corre, a princípio, na direção norte, quando afluem, pela margem esquerda, os rios Riachão, Roncador, Sumidouro e o Alpercata ou Alparcata, nascente, este, na serra do Gagau, prolongamento da do Cocal e que tem para confluente o rio Cotinguiba, que vem da serra do Andaraí, e pela direita, o córrego Duas Barras, continuando, passa perto da cidade de Mucujê, tomando o rumo nordeste, atravessa altas escarpas, desaparecendo por baixo de lajedos em grande extensão, e toma, pela esquerda, o rio Preto e os riachos dos Bicudos e do Pati. Nas vizinhanças do povoado de Passagem, localizado a pouca distância de Andaraí, e onde fica a cabeceira de Donana, recebe o riacho das Piabas e logo em seguida o rio Cajueiro, oriundo da serra do Andaraí para, 9 quilômetros abaixo, acolher, pela esquerda, o rio Santo Antônio, seu principal tributário do alto curso, quando a partir daí toma o rumo leste, acolhendo pela direita o riacho do Angu, e logo mais, pela esquerda, o riacho das Pedras, para, em seguida tomar o rio Una. Lembramos, ainda, o rio Negro que corre da serra do Sincorá; o rio Combucas, originário, como o Mucujê, com o qual corre paralelamente, da serra da Chapada, e os rios Preto, Rabudo e Lençóis. O rio de Contas, que nasce no município de Piatã e vai desembocar no litoral de Itacaré; o rio Jequitinhonha, que tem embocadura em Belmonte e é diamantífero, tão só, em suas cabeceiras, no estado de Minas Gerais.

Satélites do diamante – “Informações”

O historiador Epitácio Cerqueira apresenta pequeno dicionario em sua obra sobre o surgimento do diamante na Bahia.

Agulha. (MG) O mineral rutílio ou rutilo quando satélite do diamante.Sinônimos:Fundinho,     palha-de-vidro.

Bagaceira. Fosfatos hidratados. Sinônimo: Fava-parda.

Bosta-de-barata.

Bosta-de-cabra. Variedade de cascalho diamantífero.

Cabeça-de-formiga.

Caboclo. 1.. Pequenas pedras arredondadas, cor de vinho, que se encontram no cascalho em que há diamantes. 2. Jaspe vermelho-pardo. Sinônimo: Caboclo-roxo.

Caco-de-telha. Pequenas pedras amorfas, da cor de telha de barro; itabirito em lâminas.

Canjica. Cascalho diamantífero. Sinônimo: Piruca.

Cascalho.Aluvião aurífera ou diamantífera.

Cativo. Pequenas pedras facetadas por natureza, como diamantes, cuja presença indicam onde são achados. Não se confundem com os diamantes, porque são meio opacos e de consistência fraca.

Cericória (Nome popular).Octaedrita. Mineral tetragonal, bióxido de titânio. Sinônimo: Anastásio.

Comprido. Satélite que se distribui em grande extensão, tornando difícil localizar o diamante.

Fava. Pequenos seixos rolados, constituídos, em geral, de fosfatos. Sinônimos: Feijão-branco (turmalina branca), guia, marumbé.

Feijão. Pedras arredondadas e ovais, preto-azuladas, de tamanhos diversos, desde o de um caroço de feijão (e menores), até o de um de jaca (ou maiores), que se encontram nos cascalhos, em maior ou menor quantidade, e são em geral indícios da presença de diamantes e carbonados, principalmente destes. Sinônimos: Jaspe preto, pretinha (turmalina negra).

Ferragem. Pequenas e pequeníssimas pedras de ferro, preto-lustrosas, que, nos cascalhos, indicam a existência de carbonados. Sinônimos: cativo-de-ferro, ferrugem.

Ferragem agulha. Uma modalidade de ferragem, da mesma substância desta, mas em pedras finas e alongadas.

Gorgulho Conglomerado ferruginoso, com cimento argiloso, relativamente grosseiro, onde se encontram diamantes e carbonados.

Granada. Pedras vermelho-grenás, arredondadas e ovais, satélites de diamantes, principalmente nos cascalhos do leito do médio rio Paraguaçu. Vê rubi.

Malacacheta. Pequenas pedras pretas, lisas, facetadas. Mica.

Mocororó. Parte fina, cor de chumbo ou esbranquiçado e meio gomosa  do cascalho, de que é pequena parte inferior, aderente à piçarra. É em geral a em que se encontram os diamantes.

Mocororóde-vidro. Feldspato. Sinônimo: Osso-de-cavalo (sílex).

Osso-de-cavalo. Pedras brutas, esbranquiçadas fofas, porosas, quebradiças. São “informações” de carbonados. O mesmo que xabu.

Ovode-pomba. Pequenas pedras brancas, redondas ou ovais – seixos rolados, que se encontram na camada do cascalho.Se achadas em abundância se classificam como “informações”.

Pedrade-santana. Pirita oxidada.

Pingodágua Pequenos cristais branco-fusco, arredondados e alguns inteiramente redondos ou ovais, semelhantes a gotas dágua (ou maiores), que entram na lista das “informações” de diamantes. Sinônimo: Ovo-de-pomba.

Pintadinho.

Polmeruivo. Monazita. A areia que resta do cascalho escapada da ralinha, os garimpeiros chamam polme. Quando este polme é amarelado ou levemente amarelo, constitui “informação” de diamante. Fica sendo chamado polmeruivo. Porta-de-abelha, é outro satélite.

Rim-de arraia.

Rubi. É uma pedra vermelha, pequena, redonda ou arredondada, prestando-se à lapidação, como pedra semipreciosa. Nas Lavras Diamantinas é “informação” de diamantes, aparecendo uma ou outra em cada cata; salvo no médio Paraguaçu, em cujo cascalho há em grande quantidade. É o mesmo que granada.

Sopa. Conglomerado e argila diamantífera.

Tauá. Cascalho vermelho. Pedra avermelhada que se encontra no cascalho e faz parte da lista de “informações” de carbonados.

Truvisco-de-cachorro. Pequenos cristais, compridinhos, facetados com a ponta em forma de pirâmide (únicos que se encontram nos terrenos diamantinos).

Verdete. Pedras pequeninas, verdes, amorfas, que fazem parte das “informações.”

Xabu(Ou chabu). Pedras de médios tamanhos, brutas, porosas. Que se encontram nos leitos e bacias dos rios. São “informações” de carbonados. O mesmo que osso-de-cavalo

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