O Paraguaçu pede socorro: Mutirão em Iaçu fará limpeza do rio na próxima segunda-feira

As baronesas tomara conta do leito do Paraguaçu, quase parado por baixa vazão, agredido pelos esgotos da cidade.

As aguapés, plantas aquáticas conhecidas por Baronesas, que cobrem o leito do Rio Paraguaçu margeando a cidade de Iaçu, geraram protestos da população iaçuense que decidiu promover a limpeza do rio na próxima segunda-feira, 22. Reunidos na noite da quinta-feira, 18, na Câmara de Vereadores, dezenas de lideranças populares e ambientalistas discutiram os problemas que ameaçam o mais importante rio baiano e decidiram realizar um mutirão para retirada das baronesas das águas do Paraguaçu.

Murilo garantiu que máquinas da prefeitura apoiarão o Mutirão da limpeza do rio.

O movimento articulado por várias pessoas criou o grupo intitulado “Paraguaçu pede Socorro”, que mobiliza voluntários através o aplicativo WhatsZapp. O sargento Jajai, da Companhia de Policia Ambiental – CIPPA-Lençóis; empresário cerâmico Ronaldo Sampaio; professores Thiago Matos, Fábio Muniz e Vania Almeida, coordenaram os trabalhos. Representando a secretaria municipal de meio ambiente, Murilo e Ravele, garantiram que a prefeitura apoiará o mutirão da limpeza cedendo caçambas, retro-escavadeira e pessoal de apoio.

O drama do Rio

O engo ambiental Tiago Dias destacou os riscos que ameaçam o Paraguaçu.

Em sua abordagem técnica dos problemas que afetam o Rio Paraguaçu, o engenheiro ambiental e sanitarista, Tiago Dias, citou o excesso de esgotos e poluentes que são lançados diretos no manancial. “Além do uso excessivo das águas do rio pelas indústrias, irrigação da fruticultura em larga escala e o uso de agrotóxicos, que impactam diretamente sobre a vida do rio”. Ele destacou a educação ambiental como melhor atitude para a prevenção e preservação.

Roger criticou o Estado brasileiro pelo apoio ao setor produtivo sem considerar o real impacto ambiental.

Para o jornalista e ambientalista Salvador Roger de Souza, “o Estado brasileiro é o grande culpado pelos estragos ao meio ambiente e, na Bahia, o descaso com o Rio Paraguaçu está na visão equivocada do governo, que prioriza as grandes corporações e empresas produtoras, em detrimento da preservação do nosso rio, que a cada dia aumenta seu risco de morte”. Em apoio ao Mutirão, o ambientalista trará o barco a motor da ONG, Fundação Paraguaçu, para a retirada das aguapés.

Defensores do Rio Paraguaçu discutem o futuro das suas águas.

Salvador anunciou que brevemente, o Projeto Cariangó implantará um viveiro para produção de mudas nativas em larga escala, na margem do Rio Paraguaçu, em área que está sendo doada pelo industrial cerâmico, José Possidônio Sampaio.

A comissão organizadora do Mutirão do Rio, ao final da reunião.

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