Mulher de Cachoeira presta depoimento à CPI nesta terça-feira

Na semana passada, Andressa foi acusada de tentar chantagear juiz.
Advogado tentou adiar depoimento, mas presidente da CPI manteve.
 
 Iara Lemos Do G1, em Brasília
Andressa Mendonça (Foto: reprodução Globo News)

A CPI Mista, que investiga as relações entre o contraventor Carlos Augusto Ramos, o Carlinhos Cachoeira, com políticos e empresários, ouve nesta terça-feira o depoimento da atual mulher do contraventor, Andressa Mendonça.

Segundo a secretaria da CPI, Andressa Mendonça poderá usar o direito de ficar calada, uma vez que está sendo investigada pela Polícia Federal, suspeita de participar do grupo de Cachoeira. Se viesse apenas na condição de testemunha, Andressa só poderia ficar calada se tivesse conseguido um habeas corpus no Supremo Tribunal Federal.

O advogado de Andressa, José Gerardo Grossi, entrou com um pedido para adiar o depoimento, mas o senador Vital do Rêgo (PMDB-PB), presidente da CPI Mista, negou.

O advogado alega não ter havido intimação pessoal e informa que sua cliente se dispõe a comparecer em nova data a ser posteriormente definida pelos parlamentares. A intimação teria sido entregue ao motorista de Andressa. O depoimento de Andressa está marcado para às 10h15.

Na semana passada, a mulher do contraventor foi acusada de tentar chantagear o juiz responsável pelo caso, Alderico Rocha. Ela foi levada à sede da Polícia Federal de Goiânia para prestar depoimento, e teve de pagar fiança de R$ 100 mil para não ser presa. Além da fiança, Andressa foi proibida pela Justiça de visitar Cachoeira.

Ex-mulher

Na quarta-feira (8), a CPI deve receber Andréa Aprígio, que é ex-mulher do contraventor. Segundo a Polícia Federal, as empresas de Cachoeira estão no nome de Andréa, mas seriam comandadas pelo bicheiro. A ex-mulher de Cachoeira ingressou com um pedido o Supremo Tribunal Federal (STF) pra ficar calada no depoimento.

O habeas corpus foi protocolado na última segunda-feira (30) e, nesta segunda, foi concedido relatora, ministra Rosa Weber.

A defesa pediu “direito de permanecer calada ou em silêncio, de não assinar termo de compromisso de dizer a verdade, de não se autoincriminar, de ser assistida por seus advogados e, principalmente, de não ser presa ou processada por desobediência ou falso testemunho”.

Andréa Aprígio dirige a indústria farmacêutica Vitapan, que, segundo investigações da Polícia Federal na Operação Monte Carlo, é comandada pelo bicheiro. A ex-mulher seria uma “laranja” de Cachoeira.

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