Motoristas do transporte alternativo protestam contra a aplicação da Lei nº 13.855

O motorista Adriano Pereira diz que  a intenção da lei é exterminar o trabalho da categoria.

Milhares de motoristas autônomos do transporte alternativo de todo o pais estão  se mobilizando contra a Lei nº 13.855, que foi sancionada pelo presidente Jair Bolsonaro, alterando o Código Brasileiro de Trânsito, transformando de infração média para infração gravíssima, o transporte alternativo de passageiros em vans, micro-ônibus ou ônibus.

Os motoristas baianos estão também se reunindo, superpreocupados.

O movimento começou ontem em Petrolina/PE, nesta quinta-feira, 1º, e promete se estender por diversas cidades do Nordeste, com os motoristas afirmando: “A intenção é tirar o nosso trabalho, o nosso sustento. Não estamos falando só do motorista, estamos falando da família do motorista”, disparou um condutor que participou do ato.

O motorista Adriano Pereira diz que  a intenção da lei é outra: “Eles falam que é para tirar o transporte pirata. O transporte pirata para eles somos nós. A intenção que eu vejo é que quer colocar empresas de transporte rodoviário em nosso lugar”, protestou.

Lei do extermínio

Motoristas de vans paralisaram Petrolina, ontem, por várias horas contra a Lei do Extermínio.

Lei 13.855, considerada pelos perueiros como a “Lei do Extermínio” foi publicada na terça-feira, 9 de julho, no Diário Oficial da União , aumentando a punição para transporte alternativo, classificando-o como “pirata”. A nova lei apresentada pelo deputado Daniel Coelho (Cidadania-PE), aprovada pela Câmara dos Deputados em 2017 e pelo Senado no mês passado, altera o Código de Trânsito Brasileiro (Lei 9.503, de 1997).

Segundo a lei, o transporte pirata — seja de ônibus ou van escolar sem autorização, ou transporte remunerado de pessoas ou bens — passa a ser classificado de infração gravíssima, com multa (multiplicada por cinco, no caso do escolar) e perda de sete pontos na Carteira Nacional de Habilitação, além da remoção do veículo como medida administrativa. As novas punições entram em vigor em 90 dias a contar da publicação no DU.

Até então, Código de Trânsito Brasileiro classificava o transporte escolar ilegal como infração grave, e o de pessoas e bens, como infração média.

Motorista pernambucano grava vídeo em protesto emocionante:
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