Mega operação prende mais de 640 suspeitos de homicídios e feminicídios em 17 estados

Balanço inicial aponta que 643 suspeitos foram detidos e 61 adolescentes, apreendidos. Além disso, 32 armas foram apreendidas

Policiais civis cumprem mandados de prisão em Porto Alegre. (noticias.uol.com)

Policiais civis de todo o país foram às ruas dos 26 estados e do Distrito Federal, na manhã desta sexta-feira (24), numa megaoperação que prevê o cumprimento de mandados de prisão de suspeitos de homicídios e feminicídios (consumados ou tentados). Balanço divulgado às 10h apontava que, em 17 estados, 643 suspeitos foram detidos e 61 adolescentes, apreendidos. Além disso, 32 armas foram apreendidas.

Outros nove estados e o DF não haviam enviado e o DF não haviam enviado o balanço até o horário. Até o final da manhã, foram cumpridas prisões no Acre, Alagoas, Amapá, Amazonas, Bahia, Espírito Santo, Goiás, Mato Groso do Sul, Minas Gerais, Pará, Piauí, Rio Grande do Norte, Rio Grande do Sul, Santa Catarina, São Paulo, Sergipe e Tocantins. “Com a prisão dos autores de homicídios e feminicídios, espera-se o impedimento da prática de novos crimes”, informou o ministério da Segurança Pública, em nota. Ao todo, 4.983 policiais civis participam da operação.

Marginais detidos.

“É, na prática, o que representa o Susp (Sistema Unificado de Segurança Pública). Uma atuação unificada das inteligências de operações com a participação do Ministério Público e do Judiciário para combater a violência”, afirmou o ministro Raul Jungmann.  Coordenada pelo Concpc (Conselho Nacional dos Chefes de Polícias Civis), a ação foi definida após reunião no mês passado com Jungmann. Em alguns estados, também são realizadas prisões de pessoas que descumpriram medidas protetivas previstas na Lei Maria da Penha.

Emerson Wendt chega à chefia da Polícia Civil após 18 anos de experiência como delegado. Mestre em Direito e especialista em crimes cibernéticos, integra o alto comando da operação.

Emerson Wendt, delegado e presidente do Concpc, informou que todos os mandados expedidos são de prisões temporárias e preventivas. “O foco principal da operação é preservação da vida e do tempo natural da vida das pessoas, que é o que é cortado pelos autores. Também em razão aos dados do número de homicídios divulgados recentemente. A gente quer dar uma resposta a isso”, afirmou.

Femiicidio bate recordes no Brasil 

Segundo o Anuário do Fórum Brasileiro de Segurança Pública, divulgado neste mês, 2017 foi o ano com mais mortes violentas intencionais registradas no Brasil na série histórica feita pelo órgão, desde 2013. Foram 30,8 mortes para cada 100 mil habitantes no ano passado. Em números absolutos, 63.880 pessoas foram assassinadas em todo o país, o que representou aumento de 3% em relação a 2016.

Ainda de acordo com o delegado, a operação continua durante o dia. “Entre o fim de hoje e a manhã de amanhã, vamos contabilizar e poder diferenciar quem foi preso por homicídios, quem foi por feminicídio ou até mesmo em possíveis flagrantes”, disse. Segundo ele, poucos detidos têm mandado de prisão temporária. “A grande maioria tem prisão preventiva proferida já por sentença condenatória”, afirmou.

Só no estado de São Paulo, durante a manhã, foram presas ao menos 37 pessoas, segundo o Departamento de Capturas, que integra o DHPP (Delegacia de Homicídio e de Proteção à Pessoa). O delegado Osvaldo Nico Gonçalves informou que há, inclusive, homens “com longa ficha corrida por esses tipos de crimes”.

A operação foi batizada de Cronos. Segundo o ministério, o nome faz referência “à supressão do tempo de vida da vítima, reduzido pelo autor do crime”. (Fonte: noticiasuol.com)

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