Júri condena réu a 4 anos de prisão após três anos de detenção

O juiz Matheus Martins Moutinho preside o primeiro juri do ano.

O maior entrave da justiça brasileira é a lentidão, impedindo que o tribunal consiga, de fato, fazer justiça. O exemplo nos é dado pelo primeiro júri realizado em Itaberaba este ano. Na segunda-feira, 17, transcorreu o julgamento do réu Valdir Santos da Silva, vulgo Valdiço, pelo crime de tentativa de homicídio ocorrido no dia 31 de dezembro de 2007, quando foi preso sob a acusação de tentar matar a tiros sua vitima, Adriano de Jesus Santana, vulgo Dazo.

Acusado e testemunha postaram-se perante o juiz dua te o julgamento.

Os autos do processo revelam que o crime é oriundo do tráfico de drogas, quando o Valdiço teve como parceiro do crime o foragido Genivaldo Silva Andrade, vulgo Nem Gambá. Juntos, atacaram a vítima que devia R$25,00 da compra de pedras de crack. Montados numa moto Biz, dispararam seis tiros, tendo duas balas atingido a vitima que foi hospitalizada mas escapou com vida.

Julgamento

A promotora pública Anita Araruna Correia atuou no papel institucional da acusação.

O júri se instalou com a acusação sustentada pela promotora pública, Maria Anita Araruna Correia, enquanto a defesa foi assegurada pelos advogados Adriano Vaz Sampaio e Carlaile Wendel Castelhano. Presidindo o júri, o juiz de direito Matheus Martins Moutinho, baixou a sentença prolatada pelo Corpo de Jurados presente com sete titulares.

Os advogados Wendel Castelhano e Adriano Vaz sustentaram a tese da defesa.

O debate acalorado entre defesa e acusação envolveu a promotora Anita Araruna, sustentando as tese do crime qualificado, demonstrando que houve tentativa de homicídio qualificado por ter impossibilitado a defesa da vítima.

A defesa exercida pelos bacharéis Adriano e Castelhano, sustentaram a tese da lesão corporal, afirmando que o acusado não teve intenção de atentar contra a vida da vítima, mas apenas assusta-lo e causar lesões.

Visão geral do julgamento no auditório do Fórum Desembargador Hélio Lanza.

Apesar de julgamento envolver uma briga oriunda do tráfico de entorpecentes,  entre traficantes e drogado, a penalidade seguiu a tese da defesa, devendo o réu que foi condenado a pena leve de 4 anos, cumprir detenção de mais um ano, vez que já estava preso há três anos.

O Juiz, a Promotora e os advogados da defesa, na instalação da mesa de trabalhos do Juri.

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