João Dória (SP) e a vice de Geraldo Alckmin declaram apoio a Bolsonaro. Veja como os partidos se posicionaram no segundo turno

Os partidos políticos agora gravitam em torno das duas candidaturas de  Jair Bolsonaro (PSL), e Fernando Haddad (PT), definindo posições nesta semana

Com favoritismo, Bolsonaro avança na disputa com Fernando Haddad.

Um dia depois de ver seu companheiro de chapa, o ex-governador Geraldo Alckmin (PSDB), ficar em quarto lugar no primeiro turno da eleição presidencial, a senadora Ana Amélia (PP-RS) declarou apoio ao candidato Jair Bolsonaro (PSL).

Senadora Ana Amélia foi das primeiras a anunciar apoio a Bolsonaro.

Já o candidato ao governo de São Paulo. João Doria (PSDB), declarou apoio a Jair Bolsonaro (PSL) no segundo turno contra Fernando Haddad (PT), logo após a divulgação do resultado das eleições deste domingo, 7. Um movimento semelhante foi feito pelo candidato ao governo do Rio Grande do Sul, Eduardo Leite, 33 anos, que disse estar disposto a “construir’ sua vtória no 2° turno com o capitão do Exército.

“Nas grandes decisões, os gaúchos não admitem neutralidade! Fui uma das maiores defensoras do impeachment de Dilma Rousseff e uma das vozes mais fortes no Senado contra o desgoverno do PT no Brasil. Não quero que o país corra o risco da volta do PT ao poder”, defendeu a senadora Ana Amélia em seu perfil no Twitter.

Como os partidos se posicionam 

Eduardo LEITE (PSDB) é o mais jovem candidato a governador do Brasil.

Iniciada a nova eleição do 2° turno de 2018,  os partidos políticos que gravitam em torno das duas candidaturas de  Jair Bolsonaro (PSL), e o do PT, Fernando Haddad (PT), começaram nesta semana a definir seus apoios. Veja abaixo como cada um se posicionou.

Apoio a Bolsonaro

PTB – Em nota assinada pelo presidente do partido, Roberto Jefferson, a sigla formalizou apoio ao candidato do PSL, após ter ficado todo o primeiro turno com Geraldo Alckmin (PSDB). “Acreditamos que Jair Bolsonaro trabalhará para que o nosso país volte aos trilhos do desenvolvimento social e econômico”, disse.

Apoio a Haddad

PSOL – O partido do presidenciável Guilherme Boulos, que recebeu 0,58% dos votos válidos no primeiro turno, decidiu apoiar o petista, “mesmo mantendo diferenças políticas e preservando a independência”.

PSB – Antes neutro na corrida presidencial, após acordo com o PT em prol de acordos estaduais, o PSB decidiu apoiar o presidenciável petista, por representar as “forças democráticas do país”. A sigla, porém, liberou seus candidatos que disputam o segundo turno nos estados, como Márcio França, em São Paulo, Rodrigo Rollemberg, no Distrito Federal, e Valadares Filho, em Sergipe.

PPL – O partido de João Goulart Filho, candidato que menos voto recebeu para presidente no primeiro turno (0,03% dos válidos), declarou apoio a Haddad, apesar das diferenças. “Contra a ditadura, a opressão, ao ódio às minorias, ao homofobismo, ao direito dos povos autóctones, ao racismo e tantas outras propostas fascistas do candidato Bolsonaro, um herdeiro golpista disfarçado de candidato dos militares, venho me colocar ao lado das forças populares”, disse Goulart Filho.

PDT – O candidato Ciro Gomes, que ficou em terceiro no primeiro turno, com mais de 13 milhões de votos (12,47% dos válidos), já anunciou que não apoia Bolsonaro. Seu partido vai se reunir nesta quarta-feira (10) para decidir o que fazer. O PDT deve anunciar apoio crítico ao PT.

Misto de apoio e neutralidade

PSDB – Derrotado para a vaga de presidente da República após receber apenas 4,76% dos votos válidos no primeiro turno, o presidente da sigla, Geraldo Alckmin, anunciou nesta terça-feira (9) que o partido ficará neutro. A legenda liberou seus filiados, que poderão apoiar quem desejarem. O ex-prefeito de São Paulo e candidato ao governo do estado João Doria já anunciou que apoiará Jair Bolsonaro. O capitão reformado do Exército não retribuiu.

PP – Integrante do Centrão, o partido que esteve coligado com o PSDB no primeiro turno afirmou que manterá postura de “absoluta isenção e neutralidade”. Apesar disso, a senadora Ana Amélia, que foi vice de Alckmin, declarou apoio a Bolsonaro. “Nas grandes decisões, os gaúchos não admitem neutralidade! Fui uma das maiores defensoras do impeachment de Dilma Rousseff e uma das vozes mais fortes no Senado contra o desgoverno do PT no Brasil. Não quero que o país corra o risco da volta do PT ao poder”, disse.

Novo – O partido de João Amoêdo, que obteve 2,67 milhões de votos e ficou na frente de Henrique Meirelles (MDB) e Marina Silva (Rede) na corrida presidencial, declarou neutralidade, mas se disse contrário ao PT. O candidato Romeu Zema, que foi ao segundo turno em Minas contra Antonio Anastasia (PSDB), já havia declarado apoio a Bolsonaro antes mesmo do primeiro turno. Seu desempenho surpreendente no estado é explicado justamente pela declaração que fez.

DC – O partido do presidenciável José Maria Eymael, que teve 41.710 votos no primeiro turno, declarou-se neutro e liberou seus filiados.

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