Itaberaba engaja-se na articulação regional para elevar seu desenvolvimento, até que enfim!

Município permaneceu quase 4 décadas sem o diálogo com a vizinhança para alavancar o desenvolvimento local e regional

Comércio, serviços e industrias cresceram e modernizaram-se em Itaberaba.

Conte aí os anos, desde a década de 80, quando Itaberaba foi alçada à condição de Pólo de Desenvolvimento Regional, por conta das ações de descentralização administrativa do Estado, no segundo governo de Antonio Carlos Magalhães (1979-1983). Quantos anos são passados sem que os políticos itaberabenses, especialmente os prefeitos, se voltassem para a importância do dialogo regional. Como Pólo Regional, Itaberaba ficou travada na promoção pública do desenvolvimento, por longos 39 anos, quase quatro décadas de omissão politica.

A regionalização de Itaberaba começou na era do prefeito Antonio de Andrade Santos Bodinho, (ARENA, 1977-1982), quando Itaberaba recebeu grandes obras, com as construções do 11º Batalhão da Policia Militar; Delegacia Regional da 12ª Coorpin; e instalação de órgãos como a Direc (Diretoria Regional de Educação); CERIN (Coordenação Regional de Relações Institucionais) representando o Gabinete Estadual; além da EBDA – Empresa Baiana de Desenvolvimento Agropecuário e o Escritório Regional do INTERBA (Instituto de Terras da Bahia). Foi uma fase em que a cidade despertou sua vocação para a liderança do contexto regional da Chapada Diamantina.

A falta de diálogo e integração regional, tornou mais lento o processo de desenvolvimento econômico de Itaberaba.

Omissão

Caberia aos prefeitos sucessores ascender à articulação regional, ferramenta capaz de alavancar o desenvolvimento local e global, promovendo por consequência, as melhorias socioeconômicas das populações urbanas e rurais, tanto local, quanto dos demais municípios do entorno.

Políticos da região sempre reclamaram a necessidade de Itaberaba engajar-se na integração regional. Infelizmente, restou a omissão e o silêncio. Mesmo quando outros municípios da Chapada Diamantina se mobilizaram na formação de consórcios, Itaberaba manteve-se indiferente, vindo a aderir recentemente, por força das circunstancias, por exemplo, o Consórcio Chapada Forte, criado pela articulação regional do município de Andaraí, sob a gestão do ex-prefeito Wilson Paes Cardoso (PSD), ganhou a adesão de Itaberaba tardiamente.

A mesma sorte não teve a criação do Consórcio do Território Piemonte do Paraguaçu, iniciativa da sociedade civil através do Comitê Gestor do território, que patinou durante anos, sem êxito na sua formação, mesmo depois das adesões dos prefeitos de Ruy Barbosa e Boa Vista do Tupim, mas com Itaberaba, equivocadamente, mantendo-se indiferente.

Crescimento espontâneo

Centro comercial de Itaberaba concentra cinco agencias bancárias e múltiplas lojas de redes nacionais.

Itaberaba evoluiu como Pólo de Negócios e Serviços, independente da articulação publica regional, que seria papel dos políticos. Esse crescimento ocorreu nestas quatro décadas, graças à criatividade e coragem dos empreendedores e comerciantes locais, que resistiram a todas as crises econômicas e ausência de incentivos públicos, mantendo suas empresas em ritmo crescente. Esse esforço coletivo dos nossos empreendedores do comércio e da agropecuária, alavancou a liderança de Itaberaba no ranking do PIB regional, levando o município a ocupar a 40ª posição na Bahia, ostentando o índice 12.008,25 (IBGE/2016), melhorando a qualidade dos empregos.  Os esforços dos bons negócios na cidade e no campo, tem influenciado no IDHM (Índice de Desenvolvimento Humano Municipal) para o indicador 0,620, (AtlasBrasil/2010) elevando  a qualidade de vida da população.

Nesse contesto do empreendedorismo privado, o agronegócio tem dado respostas positivas ao desenvolvimento econômico local e regional, com larga absorção de mão de obras nas culturas do abacaxi e no pólo de fruticultura irrigada na margem do Rio Paraguaçu. A abacaxicultura tem sido o carro chefe da expansão econômica do município ao lado do setor comercial.

Engajamento regional

O prefeito Ricardo Mascarenhas assumiu a presidência do Consórcio de Saúde ao lado do colega prefeito Manoel Luz (Mucugê).

Atualmente, nota-se que a administração do prefeito Ricardo dos Anjos Mascarenhas (PSB), tem se dedicado ao resgate do diálogo regional, em busca do desenvolvimento compartilhado, marcando presença constante nas discussões regionais. Atua de forma diferenciada dos seus antecessores, João filho, Jadiel Mascarenhas e Washington Neves, que administraram indiferentes ao cenário regional.

Prefeitos da região estão unidos pelo Consórcio Interfederativo de Saúde, para implantação da Policlínica Regional de Itaberaba.

Ricardo, com visão mais acessível aos apelos regionais, engajou-se no Consórcio Chapada Forte, atraindo novos investimentos em comunidades rurais; liderou a formação do Consórcio Regional de Saúde, proposto pelo Governo do Estado para implantação da Policlínica Regional, que já tem área definida para a construção, com investimentos de R$25.0 milhões; e mantém-se atento aos movimentos políticos regionais, ora visitando o municípios vizinhos durante seus eventos locais, retribuindo as visitas que recebe, ou recepcionando eventos que promovam a integração territorial.

O diálogo regional é um caminho sem volta. Uma nova inteligencia geopolítica na forma de administrar os municípios. Toda vez que um gestor, seja do menor município da região, se voltar para o diálogo com seu vizinhos, este conquistará soluções incríveis, que sozinho nem se quer conseguirá sonhar, muito menos executar. (Opinião do nosso editor Salvador Roger).

Ricardo visita o colega gestor Ivan Almeida, em Ibiquera, e dialoga com o prefeito Cézar Rotondano (Milagres) e o ex-deputado Luiz Augusto.
Botão Voltar ao topo
Fechar

Adblock detectado

Por favor, considere apoiar-nos, desativando o seu bloqueador de anúncios