Investigações da Justiça Eleitoral podem cassar o mandato do prefeito Ricardo Mascarenhas e sua vice

MPE denunciou os principais líderes da família Mascarenhas pelo uso ilegal da máquina pública, exploração dos recursos e do funcionalismo público como ferramentas da campanha eleitoral

Indiferente ao processo eleitoral, o  prefeito Ricardo Mascarenhas desfila sorridente em seu mandato.

Os bastidores da política de Itaberaba estão sendo agitados pelo julgamento na Justiça Eleitoral de duas AIJE (Ação de Investigação Judicial Eleitoral) e uma AIME (Ação de Impugnação de Mandato Eletivo), que correm contra os principais líderes da família Mascarenhas, detentores do poder administrativo e politico do município. As duas AIJEs foram propostas pelo promotor público Thyego de Oliveira Matos, titular do Ministério Público Eleitoral, enquanto a AIME foi interposta pela Coligação Todos por Uma Itaberaba Livre, liderada pelo ex-candidato a prefeito Leonardo Moscoso (PSDB). Todas estas ações correm em segredo de justiça, na 42ª Zona Eleitoral Itaberaba, presididas pela juíza eleitoral Renata Furtado Folígono e podem culminar com a cassação do mandato do prefeito Ricardo Mascarenhas e a vice Maria José, por uso indevido da máquina pública e abuso de poder econômico na eleição de 2016.

O ex-prefeito João Filho e esposa Maira são investigados pela Justiça Eleitoral.

Já foram realizadas em julho duas audiências das AIJEs, ações que tramitam sem sigilo. Mais recentemente, no dia 8, realizou-se a primeira audiência da AIME, que transcorre sob segredo de justiça, quando vazou informações revelando o bombástico depoimento da ex-primeira Dama Maira Mascarenhas. Sua oitiva mudou os rumos dos processos e transformou as AIJEs em segredo de justiça, ampliando o gravame contra o mandato de Ricardo Mascarenhas e sua vice-prefeita.

O prefeito Ricardo e sua vice Maria, estão sob risco iminente de cassação dos seus mandatos.

Os acusados

Uma AIJE do MP denuncia o ex-prefeito João Almeida Mascarenhas e sua vice Maria José Santos, também o prefeito Ricardo Mascarenhas e a 1ª Dama e ex-secretária de Ação Social Maira Mascarenhas, com referencias a Marigilza Mascarenhas, então secretária de governo. Todos são acusados do uso ilegal da máquina pública, exploração dos recursos e do funcionalismo público como ferramentas da campanha eleitoral.

O vereador Valter Sena tem seu mandato sob a mira da Justiça Eleitoral, por beneficiar-se da máquina pública.

Outra AIJE do MP agrava a situação dos acusados, ao figurar como réus o vereador Valter Sena e a ex-primeira Dama Maira Mascarenhas, acusados de usarem os recursos da Secretária de Ação Social em favorecimento da eleição do edil Sena. Maira e Valter respondem também como réus da AIME acionada pela coligação do PSDB.

Extremo sigilo

Foi durante a audiência da AIME, neste mês, que a ex-primeira Dama Maira pediu para depor, sendo acatada pela Juíza Eleitoral. Informações vazadas revelam que Maira confirmou em juízo, como se deu o uso da Secretaria de Ação Social para garantir a vitória eleitoral de Ricardo e do vereador Valter Sena.

O depoimento da ex-primeira dama Maira Mascarenhas, tornou mais evidente as denuncias eleitorais.

O depoimento de Maira deu tanta evidência aos crimes eleitorais, que a juíza Renata Folígono decidiu enquadrar as AIJEs na mesma condição da AIME, enquadrando todas as ações em regime de sigilo absoluto, levando os processos a correrem sob segredo de justiça, tornando iminente a qualquer momento, a cassação do mandato eletivo de Ricardo Mascarenhas.

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