Imazon: Desmatamento na Amazônia aumentou 22% em maio de 2016 em comparação ao ano anterior

Desmatamento por derrubada ou queimadas, avançam sobre a Amazônia
Desmatamento por derrubada ou queimadas, avançam sobre a Amazônia
Boletim Mensal divulgado pelo Instituto do Homem e do Meio Ambiente da Amazônia (Imazon), nesta semana de julho, registrou um aumento de 22% no desmatamento na Amazônia Legal no mês de maio de 2016 em comparação ao mesmo mês do ano anterior. Foram detectados 474 quilômetros quadrados de desmatamento. Em 2015 foram 338 quilômetros quadrados.
Os Estados que mais desmataram foram Amazonas (37%), Rondônia (22%), Pará (21%) e Mato Grosso (15%). Com menor ocorrência em Roraima (3%), Tocantins (1%) e Acre (1%). Em maio 34% da área florestal estava coberta por nuvens.
No mês anterior o desmatamento foi de 183 quilômetros quadrados, sendo a maior parte em Rondônia (30%), Mato Grosso (28%) e Pará (21%).

Degradação florestal

Clareiras clandestinas se multiplicam em meio á floresta densa.
Clareiras clandestinas se multiplicam em meio á floresta densa.

As florestas degradadas na Amazônia Legal somaram 1.959 quilômetros quadrados em maio de 2016. Em relação a maio de 2015 houve um aumento de 5.785%, quando a degradação florestal somou 33 quilômetros quadrados.

No Brasil, que engloba cerca de 60% da bacia amazônica, o bioma cobre 4,2 milhões de quilômetros quadrados (49% do território nacional) e se distribui por nove estados (Amazonas, Pará, Mato Grosso, Acre, Rondônia, Roraima, Amapá, parte do Tocantins e parte do Maranhão). Ele é muitas vezes confundido com a chamada Amazônia Legal – uma região administrativa de 5,2 milhões de quilômetros quadrados definida em leis de 1953 e 1966 e que, além do bioma amazônico, inclui cerrados e o Pantanal. (Mapa: bioma, Amazônia Legal e Limite Panamazônia)

Sob as superfícies negras ou barrentas dos rios amazônicos, 3 mil espécies de peixes deslizam por 25 mil quilômetros de águas navegáveis: é a maior bacia hidrográfica do mundo, com cerca de um quinto do volume total de água doce do planeta. Às suas margens, vivem mais de 24 milhões de pessoas, incluindo mais de 342 mil indígenas de 180 etnias distintas, além de ribeirinhos, extrativistas e quilombolas.

Além de garantir a sobrevivência desses povos, fornecendo alimentação, moradia e medicamentos, a Amazônia tem uma relevância que vai além de suas fronteiras. Ela é fundamental no equilíbrio climático global e influencia diretamente o regime de chuvas do Brasil e da América Latina. Sua imensa cobertura vegetal estoca entre 80 e 120 bilhões de toneladas de carbono. A cada árvore que cai, uma parcela dessa conta vai para os céus.
Fonte: Amazônia.org, com informações do Imazon e Greenpeace

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