Forró beneficente do Cumpadi João e Cumadi Mocinha vai relembrar o São João da Roça

Caricatura relembra João dançando com Mocinha, quando era verdadeiro “pé de valsa”, tanto é que ficou famoso nos bailes como “João Swing”, ritmo frenético dos anos 50-60.

No domingo de São João, 23, a animada família itaberabense tem um encontro marcado com o Forró do Cumpadi João e Cumadi Mocinha, que será realizado na Pousada Bahia II, na margem da BR-242, em Itaberaba. Conforme a entusiasmada organizadora pró Marigilza Mascarenhas, o evento que está sendo divulgado através convites às famílias pelas redes sociais, “será prá lá de bom,  um resgate do São João no tempo da Fazenda do saudoso João Mascarenhas no povoado de Itaiba”.

A festança brejeira será animada pelos trios Porta Sem Tramela com  Zequinha do acordeom, Forró Pé de Muleque e Roquinho do Forró, no horário das 10h da manhã às 18h00, com churrasco no espetinho, muito quentão, licor, canjica e os tradicionais “quindins da iaiá” ao redor da fogueira.

O acesso ao Forró do Cumpadi João e Cumadi Mocinha, será a oferta de uma cesta básica por casal de convidados, ja existindo uma cesta padrão no Mercado do Ivan, ao custo de R$49,62 .

Banner Convite circula nas redes sociais motivando as famílias convidadas.

Memórias juninas

Empolgada com a ideia do forró familiar tradicional, pró Marigilza conta sobre suas memórias de menina: “Recordo-me com saudade do tempo em que eu, ainda na mocidade, junto com os demais irmãos éramos arrumados por papai e mãinha e, com muito entusiasmo, íamos a caminho da Fazenda para passar o tão esperado São João. Era uma alegria só!…
As comemorações do São João na Fazenda de Itaíba era tradição. Quem já conhecia, contava os dias assim que o mês de junho apontava. Era esperado por todos na cidade.
Receber o povo na Fazenda em Itaíba era pura satisfação para meus pais e para toda a família. Papai e mâinha se preparavam ano a ano com a mesma animação em receber as pessoas da cidade ou dos arredores.
Naquela época, o São João era comemorado assim nas ruas e nas fazendas: Nas ruas, cada um acendia sua fogueira e o povo saía passando de porta em porta, comendo, bebendo e dançando forró. Não faltava alegria! Não faltava animação…
Depois, ia para as fazendas onde tinham tradicionais festas. O pessoal, tendo sempre por companhia a animação, saía visitando as fazendas, parava, comia e dançava.
Na fazenda de meus pais, a sede era toda enfeitada. Lá, fazia-se batida de limão, colhido no quintal da casa, licor e quentão.
A fogueira era acesa para aquecer o frio e iluminar a noite. Nela, assávamos os churrascos com espeto de pau. Na madrugada, com o fogo já em brasas e cinzas baixa, assávamos batata-doce, brincávamos, uma jovem pegava na mão da outra e as duas pulavam a fogueira ao mesmo tempo. Este era um símbolo de amizade. Também, faziam as magias da noite junina para saber quem seria o namorado.
Pingavam em uma bacia branca com água gotas de vela para ver que nome formaria; enfiava-se também uma faca na bananeira. Enfim, superstições que alimentavam sonhos e fantasias de adolescência.
Na casa da fazenda, sobre o fogão e a mesa, ficavam as deliciosas comidas típicas, onde todos se serviam à vontade.
Ah!… O frio e a garoa da madrugada de junho… Como não me lembrar? Leve arrepio que não sai da minha memória, recheada com doces sabores de acolhida, amizade e gratidão”, descreve a pró Marigilza com muitas saudades.

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