Fogo volta a atingir Alter do Chão, no Pará, após governo anunciar que incêndio foi controlado

Floresta está queimando desde sábado (14). Brigadistas, Bombeiros e militares do exército continuam nas matas tentando controlar chamas.

Um incêndio voltou a atingir a região de Alter do Chão, em Santarém, no Pará, após o governo anunciar que as chamas haviam sido controladas neste domingo (16). O fogo começou no sábado (14), mas, até a última atualização desta reportagem, os bombeiros não haviam informado o tamanho da área atingida.

Na tarde de domingo, antes das 17h, o governo estadual informou que o incêndio na mata conhecida como Capadócia, entre a vila de Alter do Chão e a localidade de Ponta de Pedras, também em Santarém, estava controlado. No entanto, cerca de duas horas depois, um, novo foco de incêndio havia sido encontrado pelos bombeiros na região.

De acordo com informações do governador do Pará, Helder Barbalho (MDB), em uma rede social, o ministro chefe da Casa Civil, Onyx Lorenzoni, foi acionado. O ministro informou que vai acionar o Ministério da Defesa para dar o apoio necessário à região.

Em outra postagem, Helder Barbalho disse que falou com o General do Exército, Paulo Sérgio, para verificar a possibilidade de envio de um avião pipa para auxiliar no combate ao incêndio.

Durante toda a noite de domingo (15) centenas de fotos postadas em redes sociais por pessoas que estavam no balneário que é o principal ponto turístico do oeste do Pará, revelavam a situação atualizada de Alter do Chão. As chamas tornaram o céu vermelho.

O fogo alto e a fumaça preta deixaram desolados os banhistas que visitam a Ilha do Amor, em Alter do Chão, no domingo.

“Nossa, é muito triste ver a floresta pegando fogo e a gente não poder fazer nada. Quando vimos o céu avermelhando por causa do fogo e aquela quantidade de fumaça subindo e deixando aquela sensação de céu nublado nós ficamos muito preocupados, porque não tínhamos informação se tinha alguma autoridade tomando providências para conter esse incêndio”, relatou Adriana Gonçalves, que mora em Manaus, Amazonas, e estava visitando Alter do Chão.

“É preocupante né, uma área de reserva, e próximo a um cartão postal daqui. É triste, o calor está grande, e esses focos de incêndio só estão aumentando”, disse a professora Joice Maciel, que visitou a vila no domingo.

A universitária Bianca Lima que também estava em Alter do Chão no domingo, ficou assustada com tanta fumaça. “Eu me assustei porque tem tido queimadas na cidade, principalmente, na Amazônia. Aqui é um lugar bonito que acaba chamando atenção toda essa fumaça do que a própria paisagem. A fumaça estava tão forte que o sol, praticamente, sumiu. Ficou com aquele aspecto de que ia chover, sendo que estava fora de cogitação. Era só a fumaça”, disse.

Para quem trabalha na vila e já via os focos de incêndio desde sábado, a preocupação era de que em razão dos fortes ventos, o fogo alcançasse a área do Lago Verde, área da vila balneária onde há muitas casas de praia.

“Todo ano é isso. Nessa época, a gente não sabe porquê as pessoas fazem queimadas sabendo que o tempo está seco, não chove e o calor é muito forte. No sábado, ainda pela manhã, a gente já havia focos de fumaça, mas à medida que o sol foi esquentando e a tarde caindo, esses focos se alastraram e a situação ficou realmente preocupante”, contou Antônio Sousa, condutor de lancha nas praias de Alter do Chão.

Segundo o comandante do Corpo de Bombeiros de Santarém, tenente coronel Ney Tito Azevedo, o local onde as chamas foram avistadas na noite de domingo é de difícil acesso. No local não há sinal de telefone celular, o que também prejudica a comunicação e trabalho das equipes. A estratégia para chegar à área é por via fluvial e também terrestre, por estrada alternativa.

“Moradores de Ponta de Pedras conhecem bem uma estrada que faz atalha para Alter do Chão. Nós vamos entrar com uma equipe por essa estrada, e vamos também por água, com auxílio de lancha, levar outra equipe o mais próximo possível de onde as chamas estão concentradas”, detalhou Ney Tito.

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