Educação ambiental e a importância para uma sociedade mais consciente

Trabalhar educação ambiental é explorar uma ferramenta não somente de conscientização, mas de transformação social.

Em meio a uma sociedade cada vez mais globalizada e voltada para ações cada vez mais sustentáveis, percebe-se uma necessidade cada vez maior de trabalharmos a educação ambiental principalmente com as crianças, consideradas a nova geração, mas também com adultos, visando a mudança de comportamento para manutenção da nossa biodiversidade.

É nesse contexto que surgem nas grandes cidades, pólos de preservação ambiental como os parques e reservas naturais, que além do contato com a natureza, muitas vezes apresentam aos visitantes novas formas de interagir com o meio que nos cerca.

“Trabalhar a educação ambiental com crianças e adultos é fundamental não só para se inserir conceitos de preservação da natureza na vida das pessoas, mas para se trabalhar a reforma de um novo pensamento no caminho das transformações do ser humano e do ambiente”, afirmou o biólogo Felipe Mello.

Ainda segundo o especialista, a educação ambiental é considerado um poderoso instrumento para o combater e propor soluções para os diversos problemas que foram postos em nossa sociedade a partir da crise civilizatória que vivemos. Podendo ser uma ferramenta não somente de conscientização, mas de transformação social.

“A educação ambiental deve ser trabalhada não somente como um meio de conscientização para atitudes mais sustentáveis em projetos de ONGs e Governo, mas como uma aliada no lento e gradativo processo de transformação social e de consolidação de uma postura mais ética da sociedade moderna”, explicou.

Diferente do que se pensa, existem muitas formas de trabalhar os conceitos de educação ambiental. Isso porque trata-se de um assunto multidisciplinar, ou seja, que atravessa vários campos de conhecimento. O biólogo explicou que é possível trabalhar desde matemática e geografia até os problemas das grandes cidades em atividades ao ar livre utilizando técnicas que os educadores ambientais conhecem e aplicam.

Apesar de ser possível trabalhar o assunto em diversos contextos, o contato direto com a natureza durante o processo torna o aprendizado mais lúdico e, por consequência, mais efetivo. “As excursões guiadas e atividades ao ar livre, por exemplo, são muito efetivas para o alcance dos objetivos da educação ambiental como incentivar as pessoas a conhecerem um ambiente natural despertar o interesse pelo convívio com a natureza”, disse.

Felipe ainda acrescentou que tal atividade ainda contribui para promover a sensibilização das crianças e adultos, ensinar conteúdos ambientais de forma vivenciada e principalmente, promover mudanças de comportamento e desenvolver valores éticos em relação à natureza.

É nesse contexto que se destaca a importância das atividades propostas nos parques urbanos e nas reservas ambientais. Nesses locais, crianças e adultos podem aprender mais sobre as características da fauna e flora que as cerca enquanto entram em contato direto com a natureza.

No Parque Botânico Vale, por exemplo, há programações de educação ambiental e atividades todos os dias. “O parque tem programação de terça a domingo, gratuita e para todas as idades. Além de atividades para toda a família, temos as trilhas guiadas, com um orientador que explica todo o processo de fauna e flora do parque”, disse o supervisor de ativos de relacionamento da Vale, Vitor Maciel.

Confira a entrevista com Vitor Maciel com mais informações sobre a fauna e flora local, trilha guiada e outras programações oferecidas pelo parque:

O biólogo Felipe Mello contou que os filhos também já participaram das atividades oferecidas pelo parque. “Meus filhos já foram tanto comigo quanto com a escola que todo ano faz excursões ao Parque Botânico da Vale. Para mim, como biólogo e profissional da área, é sempre um prazer enorme propiciar aos meus filhos uma experiência ao ar livre especialmente em áreas naturais preservadas”

Atualmente o Parque Botânico Vale abriga mais de 140 espécies de árvores, tais como pau-brasil, jacarandá e ipê, além de animais silvestres, como caticocos, gambás, saguis e várias espécies de aves que podem ser vistas em cinco trilhas ecológicas disponíveis para os visitantes.

Ao todo são mais 33 hectares de área – o equivalente a 33 campos de futebol. Parte do Cinturão Verde da Vale, é um espaço de lazer e, principalmente, uma unidade de conservação da Mata Atlântica, uma das mais importantes florestas do país.

Impactos do contato com a natureza

A educação ambiental vai além da conscientização e do simples contato com a natureza. As experiências vividas com os nossos sentidos são guardadas na memória, e isso é muito mais importante do que o volume de informações transmitidas às pessoas por meio dos métodos tradicionais.

Por isso, segundo o biólogo Felipe Mello, é indicado que a educação seja trabalhada de modo a se vivenciar, usando todos os nossos sentidos, o ambiente físico, seus animais e plantas, desfrutar do ar puro, da tranquilidade e da beleza da natureza.

“O contato com a natureza favorece uma melhora em diferentes aspectos na vida das pessoas e nas crianças propicia uma infância saudável favorecendo a imunidade, memória, sono, capacidade de aprendizado, sociabilidade, capacidade física – contribuindo para o bem-estar das crianças e jovens. As evidências apontam que os benefícios são mútuos: assim como as crianças e adolescentes precisam da natureza, a natureza precisa das crianças e jovens”, completou.

O contato das crianças com a natureza, além de os tornar mais conscientes da importância da preservação ambiental traz outros “efeitos colaterais” altamente benéficos como a redução dos sintomas de Transtorno do Déficit de Atenção e Hiperatividade (TDAH), do estresse e obesidade na infância.

Conheça outras opções de parques ambientais no Estado

Parque da Fonte Grande

Inaugurado em 2001, o Parque Estadual da Fonte Grande é um lugar de relaxamento, onde é possível apreciar a natureza no meio da agitação da cidade de Vitória. Com 21,8 mil metros quadrados, o local é a última área de grande porte, próxima da capital, com vegetação característica de encostas da Mata Atlântica. A vista no parque é privilegiada. Dos mirantes naturais, é possível avistar boa parte das belas paisagens da Grande Vitória. O relevo é acidentado, com vales e pontões, além de muitas fontes e bicas, que se espalham nas encostas de toda a extensão do parque. Para quem curte trilhas, é possível chegar ao Parque a pé, mas também há passagem para quem preferir ir de carro.

Parque Estadual Cachoeira da Fumaça

Localizado no município de Alegre, possui uma exuberante queda d’água de 144 metros de altura, além de trilhas bem demarcadas e de fácil acesso. Ao longo do rio, cascatas e corredeiras encantam os turistas. Sua flora é bem representada pelos jacarandás-de-espinho e a fauna por animais em extinção como a lontra. Nos feriados no final do ano, será possível apenas a entrada de pesquisadores com autorização da administração do parque.

Parque Estadual Forno Grande

O parque fica no município de Castelo, seu relevo é montanhoso e culmina no Pico do Forno Grande, grande atrativo da região. Seu centro de visitantes oferece trilhas de fácil acesso que levam à Cachoeira com queda d’água de aproximadamente 30 metros de altura, à Gruta da Santinha, aos Poços Amarelos e ao mirante. O Parque, porém, só receberá o público mediante solicitação prévia em função das intervenções para melhoria de sua infraestrutura.

Parque Estadual Paulo César Vinha

Localizado em Setiba, em Guarapari, o Parque Estadual Paulo César Vinha foi criado para proteger espécies de plantas e animais que estavam sendo ameaçadas pelo desmatamento e a extração de areia ilegal. É um local aberto a visitas, pesquisa e conhecimento. No Parque há três lagoas, sendo uma delas rica vegetação de Mata Atlântica litorânea com manguezais, mata de restinga e planícies cactáceas. Para realizar a descida até a lagoa deve-se chegar até as 15h30.

Parque Estadual Pedra Azul

O Parque Estadual Pedra Azul está localizado no município de Domingos Martins. A Pedra Azul, que dá nome ao parque é uma formação de granito e gnaisse de 1.822 metros de altura e curiosamente a ação de eventos naturais esculpiu parte da rocha em forma de lagarto, algo único no planeta.

Parque Municipal Pedra da Cebola

Se você é da capital, não precisa ir longe para curtir a natureza. O Parque Pedra da Cebola fica em Jardim da Penha e possui uma área com mais de 100 mil metros quadrados. O local abriga exemplares de Mata de Restinga e de Mata Atlântica, além de vegetação rupestre nativa que abrigam pequenos répteis e aves. O local leva o nome de uma grande pedra esculpida pela natureza que repousa sobre outra rocha. Devido a seu comportamento geológico, a pedra se “descama” de maneira similar as palhas de uma cebola.

Parque Nacional do Caparaó

Localizado na Serra do Caparaó, na divisa dos estados de Minas Gerais e Espírito Santo, o Parque Nacional do Caparaó é um dos ícones do montanhismo no Brasil e abriga o terceiro ponto mais alto do País, o Pico da Bandeira, que tem 2.892 metros de altitude. Além dele, estão na Unidade de Conservação (UC) cinco dos dez picos mais altos de todo o território nacional. .

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