Dia de São Cosme e São Damião é celebrado com missas e procissão em Salvador

Ponto alto da festa será a Missa Solene, às 18h, presidida pelo Arcebispo de Salvador e Primaz do Brasil, Dom Murilo Krieger.

Fiéis católicos, do Candomblé e da Umbanda celebram nesta sexta-feira (27), em Salvador, o Dia de São Cosme e Damião. Os festejos começaram cedo na igreja que leva o nome dos santos gêmeos, localizada no bairro da Liberdade.

Com o tema “Servos fiéis. Imitadores de Cristo”, as celebrações de 2019 têm sete missas programadas para esta sexta: às 6h, 7h, 8h30, 10h, 12h e 15h30 e 18h.

Às 14h, os fiéis participam do louvor, e às 17h da procissão que percorrerá as principais ruas da Liberdade.

O ponto alto da festa será a Missa Solene, às 18h, presidida pelo Arcebispo de Salvador e Primaz do Brasil, Dom Murilo Krieger.

Para a Igreja Católica, o dia de celebrar os santos gêmeos é 26 de setembro. Já para as religões de matriz africana, a data é 27 de setembro. Isso ocorre porque a Igreja Católica instituiu o 26 de setembro a partir de 1969, quando houve uma reforma no seu calendário litúrgico e preferiu manter o 27 de setembro dedicado a São Vicente de Paulo, já que, segundo a Igreja, havia documentação mais consistente acerca de sua morte nesta data.

As religiões de matriz africana começaram seguindo a Igreja Católica com relação à data de comemoração de Cosme e Damião, porém, com a mudança em 1969, optaram por manter a comemoração no dia 27.

História de Cosme e Damião

São Cosme e São Damião nasceram na cidade de Egéia, na Arábia, por volta do ano 260. Eram gêmeos, filhos de família nobre. Sua mãe, Teodata, ensinou-lhes a fé cristã, e ensinou-lhes de tal forma, que Jesus Cristo passou a ser o centro de suas vidas.

Os irmãos foram estudar na Síria, na época, um grande centro de estudos e formação. Lá, os gêmeos se especializaram nas ciências e na medicina. Tornaram-se médicos famosos pela competência, obtendo grandes sucessos nos tratamentos, como também na caridade para com os doentes.

Por causa da profunda formação cristã que tiveram, os irmãos, vivendo num mundo paganizado, decidiram atrair as pessoas para Jesus Cristo através do exercício da medicina. E faziam isso não de maneira impositiva ou constrangedora, mas, principalmente, através da caridade, do amor e da competência. Os santos não cobravam por seus serviços médicos, por esta razão espalhou-se a ideia de que os gêmeos não gostavam de dinheiro.

Na mesma época em que eles trabalhavam e ensinavam em nome de Jesus, o imperador Diocleciano lançou uma grande perseguição contra os cristãos. E o local onde eles viviam era dominado pelos romanos. Por isso foram presos sob a acusação de feitiçaria e de espalharem uma seita proibida pelo imperador.

No tribunal, foi exigido deles que renunciassem à fé em Jesus Cristo e começassem a falar aos pacientes sobre os deuses romanos. Eles se recusaram, não renunciaram aos princípios do Evangelho e por isso foram duramente torturados.

Cosme e Damião foram condenados à morte por apedrejamento e flechadas, mas não morreram quando atingidos. Então, o magistrado ordenou que fossem queimados em praça pública. Executaram a sentença, mas o fogo não os atingiu. Os soldados decidiram afogar os dois, mas eles foram salvos por anjos. Por fim, a mando do magistrado, os torturadores lhes cortaram as cabeças.

Cosme e Damião foram sepultados pelos pacientes que tinham sido curados por eles. Mais tarde, seus restos mortais foram transladados para uma Igreja dedicada a eles, construída pelo Papa Felix IV, em Roma, na Basílica do Fórum. Lá e em toda a Igreja, eles são venerados como santos mártires, ou seja, morreram por testemunharem sua fé em Jesus Cristo e não renegarem esta fé.

Distribuição de doces

Além de serem considerados os padroeiros da medicina, dos farmacêuticos e das faculdades da medicina, os santos gêmeos também são os protetores das crianças. Por isso, uma forma de celebrar Cosme e Damião e a proteção deles é distribuir doces às crianças.

A tradição tem origem nas religiões de matriz africana, como um agrado para os gêmeos orixás Ibejis, filhos de Iansã e Xangô.

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