Deputado Ângelo Coronel pode se tornar figura central do xadrez eleitoral de 2018

Coronel pode ser pessoa chave no tabuleiro politico baiano.

Se o PSD é considerado um fiel da balança no processo eleitoral de 2018, o presidente da Assembleia Legislativa (AL-BA), Angelo Coronel (PSD), tem se cacifado como um dos protagonistas das discussões sobre o futuro da legenda. Coronel, que até janeiro de 2017 era considerado um deputado com pouca visibilidade na imprensa, foi catapultado aos holofotes após articular a derrocada do então presidente da AL-BA e candidato à quinta reeleição consecutiva, Marcelo Nilo (PSL).

Em pouco mais de seis meses, o social-democrata conseguiu se firmar como uma das apostas para compor uma chapa majoritária no próximo ano, com mais força do que as tentativas de Nilo, que tentou ser vice ou senador em 2014 e justificou a perpetuação no comando do Legislativo para tentar se manter competitivo em 2018. E, diferente do presidente estadual do PSD, Otto Alencar, Coronel tem menos amarras políticas ao governador Rui Costa (PT).

O senador Otto Alencar é principal mentor da carreira política de Coronel.

O presidente da AL-BA, inclusive, chegou ao comando do Legislativo baiano com o apoio da oposição, uma articulação que teve participação decisiva do vice-prefeito de Salvador, Bruno Reis (PMDB), que tinha cadeira da Casa até dezembro de 2016. Em declarações recentes, Reis e o prefeito ACM Neto (DEM) teceram loas a Coronel, mantendo as portas abertas para que não sejam encerradas conversas políticas. Nos bastidores, o social-democrata não esconde a inclinação a defender que o PSD tenha uma candidatura própria, ainda que haja resistência de Otto para que se mantenha a aliança com Rui.

Sob controle do PSD

Coronel ovacionado pelos deputados, foi eleito presidente da AL por uma aliança de contrários: Otto e o prefeito ACM.

Com a musculatura recente adquirida por Coronel, o partido consegue reivindicar com mais empenho um espaço na chapa majoritária do petista – o PSD já controla a AL-BA, a União dos Municípios da Bahia (UPB), com Eures Ribeiro, e ainda é o maior partido em número de prefeituras. Como o dirigente do Legislativo declinou, inicialmente, da hipótese de concorrer a mais um mandato como deputado estadual, o jogo político para outros cargos segue a lógica do “quase nada a perder”. Rui, que terá dificuldades para encontrar espaços na majoritária de 2018 para os aliados, vai precisar reforçar a articulação para manter Coronel próximo, evitando que o parlamentar fique inclinado a mudar de lado em apoio ao virtual adversário do governador, ACM Neto. Numa disputa de patentes, o coronel começa a fazer jus à hierarquia do cargo: será decisivo nas urnas do próximo ano. (Fonte: bahianoticias.)

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