Deepfakes e ataques a fintechs são as maiores preocupações para 2020

Nesta quarta-feira (15), um relatório divulgado pela empresa Bitdefender (Securisoft no Brasil), especializada em segurança cibernética, apontou provável crescimento do “DeepFake”, tanto para fins político-militares quanto com objetivo de lucro por parte do crime cibernético, e provável aumento de ataques voltados para o emergente mercado das Fintechs – empresas de tecnologia no mercado financeiro em 2020. Segundo esse relatório, em 2020 haverá também proliferação de malwares “multiuso”, adaptados com facilidade às finalidades de cada grupo hacker.

Eduardo D’Antona, country partner da Bitdefender e diretor da Securisoft, diz que o ano vai contar com maior incursão dos hackers nas estruturas de IoT, com tendência a avanço do emprego de ransomwares, especialmente em aplicações de Internet Industrial das Coisas.

Deepfakes

No caso dos deepfakes, já não era exatamente um segredo que essa técnica (que consiste em, basicamente, substituir a voz ou o rosto de um personagem a partir de um vídeo real, mas com texto adulterado, que já vem sendo usada por hackers ainda em pequena escala) tem gerado preocupações. Técnicas de DeepFake foram empregadas com sucesso em dezenas de golpes pelo mundo, como por exemplo uma aplicação de DeepVoice, na qual o clone de um CEO convenceu a gerência de uma empresa a transferir US$ 243 mil (R$ 972 mil) para uma conta hacker.


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Basicamente, o relatório aponta que deepfakes ganharão espaço por conta de uma conjunção de fatores, como a eleição presidencial nos EUA e o recente aumento da tensão geopolítica entre países do Ocidente e do Oriente Médio, o barateamento progressivo do aprendizado de máquina – com maior aparelhamento do cibercrime – e o amadurecimento do outsourcing de artefatos criminosos (malware as a service), por exemplo.

E o Brasil tem um potencial maior que a média dos países para a proliferação dessa prática: “é um dos países em que mais se aplica a fusão dos diversos canais digitais com o uso intensivo de engenharia social fortalecida com a automação robótica. Daí para aderir ao DeepFake é apenas questão de um passo adiante”, prevê o executivo.

Fintechs

Quanto às fintechs, as que em grande parte utilizam softwares comerciais (não proprietário) tendem a ter menor nível de segurança, segundo a avaliação da Bitdefender. “Com a entrada em vigor da nova lei de dados (LGPD) no Brasil, haverá uma pressão sobre Fintechs locais para resolver estas lacunas, além de um risco jurídico maior, principalmente para as startups”, comenta D’Antona.

Leia a matéria no Canaltech.

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