COVID-19: Facebook doa créditos para Ministério da Saúde promover campanhas

Como as informações oficiais são essenciais para o combate da pandemia global do novo coronavírus (SARS-CoV-2), as redes sociais têm um papel importante na veiculação de notícias e recomendações para a prevenção da COVID-19.

Segundo dados de 2020 do site de consultoria Statista, o Facebook tem quase 83 milhões de usuários mensais e o Instagram contabiliza 77 milhões de contas ativas no Brasil. A companhia anunciou nesta quarta-feira (25) algumas medidas para apoiar o Ministério da Saúde na campanha contra a doença.

“O Facebook está fornecendo créditos para que o Ministério da Saúde possa promover suas campanhas no Facebook e no Instagram, para informar as pessoas sobre como elas podem se proteger, à medida que cresce o número de casos confirmados de infecções pelo COVID-19 no país”, diz o comunicado da companhia de Mark Zuckerberg — sem citar os valores doados.


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Imagem: Divulgação/Facebook

Além disso, tanto o Facebook quanto o Instagram vão exibir notificações no topo dos feeds, com alertas sobre o assunto. O Ministério da Saúde também terá acesso a uma tela customizada do CrowdTangle, ferramenta usada para mensurar como conteúdos públicos online estão se disseminando.

O CrowdTangle já foi usado por agências de checagem e governos locais antes de eventos importantes, a exemplo de eleições. Com essas informações, a empresa espera que as autoridades possam “construir campanhas informativas mais efetivas”.

Esforços globais

Além do trabalho em parceria com autoridades do Brasil, a empresa anuncia uma série de ações globais para combater a desinformação em torno do novo coronavírus no Facebook e no Instagram. Entre essas diretrizes estão uma janela pop-up de autenticação sobre dados confiáveis, com direcionamento para o site dedicado ao tema do Ministério da Saúde.

Imagem: Divulgação/Facebook

Outra medida importante é o monitoramento e publicações sobre o novo coronavírus, com uma nova política que proíbe anúncios que “tentam tirar proveito de uma emergência global de saúde para obter ganhos financeiros”, assim como publicidade “que busca criar pânico ou de produtos prometendo a cura, ou a prevenção do vírus”.

“Estamos removendo falsas promessas de cura ou teorias da conspiração sobre o vírus que poderiam causar dano real às pessoas, quando somos alertados sobre esses conteúdos por organizações de saúde globais e locais. Banimos temporariamente anúncios publicitários e listagem de produtos, como aquelas no Marketplace, de venda de máscaras respiratórias”, complementa a companhia.

Leia a matéria no Canaltech.

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