Cofundador da Xiaomi, Lei Jun renuncia à presidência da empresa na China

Uma mudança na gestão corporativa da Xiaomi está em curso, segundo um e-mail interno que vem circulando desde a última semana no quartel-general da empresa na China: segundo o documento, o atual presidente chinês da fabricante, bem como cofundador e chairman do comitê de diretores, Lei Jun, está deixando o cargo, em medida efetiva já em janeiro de 2020. Os funcionários notificados agora serão chefiados por Lu Weibing, que hoje ocupa o cargo de chefe global da Redmi, uma empresa subsidiária da Xiaomi. Mais além, Lin Bin será promovido à vice-presidência da companhia, enquanto o CFO Zhou Capital agora deve assumir o cargo de presidente de negócios internacionais. Lei Jun (esq.), co-fundador e presidente da Xiaomi para a China, deixa o cargo, que será assumido por Lu Weibing (dir.) atualmente o chefe da subsidiária Redmi: mudança na gestão é reflexo da queda de faturamento da divisão mobile da fabricante chinesa (Montagem: Rafael Arbulu/Canaltech)“O próximo ano será um de ofensiva para os negócios em 5G da Xiaomi, além de um ano em que a Xiaomi promoverá a união entre o telefone móvel e a Inteligência Artificial das Coisas (AIoT). Nós necessitamos de um grupo gestor mais poderoso a fim de dar continuidade à vitalidade da inovação organizacional trazida pelo sistema de rotação de quadros”, diz o documento, assinado pelo próprio Lei Jun. -Participe do GRUPO CANALTECH OFERTAS no WhatsApp e garanta sempre o menor preço em suas compras de produtos de tecnologia.- “Rotação de quadros” é um mecanismo de estrutura de funcionários e gestores empregado em países com governos mais autoritários, a fim de se evitar práticas de corrupção. Os motivos que levaram à mudança na chefia são relacionados aos recentes desempenhos da Xiaomi no mercado: de acordo com os resultados do terceiro trimestre de 2019, divulgados pela empresa, houve uma queda de 7,8% no faturamento de sua divisão de smartphones, com crescimento geral de “apenas” 5,5% — o menor desde que a Xiaomi tornou-se uma empresa pública, com listagem na Bolsa de Hong Kong, em 2018. Foi neste momento de queda, porém, que vimos a internacionalização dos produtos da marca: somente no Brasil, seus smartphones tornaram-se mais populares, a ponto da empresa abrir duas lojas físicas em São Paulo (uma no Shopping Ibirapuera e a segunda no Shopping Center Norte). Ainda não se sabe qual o tipo de impacto que isso deve trazer às outras lideranças globais da empresa, nem tampouco aos gestores regionais. Leia a matéria no Canaltech. Trending no Canaltech: Essas FORAM as melhores ofertas da Black Friday. Mas ainda tem ofertas valendo! Mortal Kombat 11: o jogo que finalmente disse “não” para a sexualização A “cultura de cancelamento” foi eleita como termo do ano em 2019 Mais de R$ 3 milhões em produtos da Xiaomi são apreendidos na Black Friday em SP 10 dos filmes mais subestimados do século XXI

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