Capital baiana registra mais de mil assaltos a ônibus em 2016; um morre em crime desta sexta

Ônibus circulares são assaltados diariamente, trazendo medo e intranquilidade para os passageiros.
Ônibus circulares são assaltados diariamente, trazendo medo e intranquilidade para os passageiros.
Mais de mil assaltos registrados em Salvador nos primeiros 204 dias do ano. Segundo levantamento do jornal Correio, com base no boletim diário da Secretaria de Segurança Pública (SSP), foram 1.035 assaltos nestes quase sete meses, uma média de 5 ataques por dia. No assalto desta sexta, de acordo com informações da TV Bahia, ocorreu uma troca de tiros dentro do coletivo, após um passageiro que estava em um dos bancos da frente reagir. O ônibus fazia a linha Marechal Rondon – Barra, do consórcio Integra Plataforma, e estava na altura da Jaqueira do Carneiro quando os três assaltantes entraram no veículo. A BR-324, onde ocorreu o crime, é o segundo local com maior número de assaltos neste ano (42). Lidera a lista a Avenida Paralela, com 52 ataques, tendo a maior parte se concentrado no mês de janeiro. Os assaltos resultaram, considerando o período entre 1º de janeiro até esta sexta (22), R$ 84.042 em prejuízos somente aos caixas dos ônibus.

Seis assaltos diários

Nos cinco primeiros meses de 2016, Salvador registrou uma média de seis assaltos a coletivos por dia. Os dados são do setor de Estatísticas da Secretaria da Segurança Pública do Estado (SSP-BA) e apontam que, até esta quinta-feira (2), a capital acumulou 865 ocorrências do tipo.
Embora seja o segundo tipo de crime mais comum na capital, atrás somente do roubo de veículos, o roubos a coletivos vêm sofrendo queda de fevereiro para cá. Foram 198 casos em janeiro, 205 em fevereiro, 189 em março, 107 em abril e 157 em maio.

De acordo com a assessora técnica do Sindicato das Empresas de Transporte de Passageiros de Salvador (Setps), Ângela Levita, no entanto, os números reunidos pelo sindicato têm mostrado uma tendência de crescimento, embora não tão significativa.

“O maior prejuízo não é financeiro, mas sim a quantidade de assaltos que acontecem no dia a dia e a vulnerabilidade que está havendo no sistema de transporte e que não é só ‘privilégio’ de Salvador, mas do país todo. É lamentável”, diz.

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