Caminhoneiros rechaçam proposta do governo e greve continua por tempo indeterminado

O líder do movimento, Lula Boquinha, denuncia que acordo com o governo não representa a categoria que está bloqueando as estras do País.

Mesmo depois do acordo anunciado pelo presidente Michel Temer, na noite dessa quinta-feira (24), os caminhoneiros continuam, pelo quinto dia, a paralisação contra o aumento do preço do diesel em 23 Estados e no Distrito Federal. Segundo os líderes manifestantes, que não asseguraram o fim dos protestos, a categoria analisaria o acordo da última noite.

“A greve continua”, bradam os caminhoneiros na Br-242, em Itaberaba-Ba.

“Assumimos o compromisso e vamos repassar (o acordo) ainda hoje (quinta-feira), na íntegra, para todos. Mas é a categoria que vai analisar e é o entendimento deles que vai dizer se isso foi suficiente ou não. O que estou dizendo para eles é que chegamos aqui com duas reivindicações e saímos com 14, e houve uma sensibilidade do governo no atendimento às reivindicações”, declarou o presidente da Confederação Nacional dos Trabalhadores Autônomos (CNTA), Dilmar Bueno.

Falsa representação

Apoiados pelos colegas caminhoneiros, Lula repudia o acordo em Brasilia.

Conforme o caminhoneiro Luis Alberto Sales, o popular Lula Boquinha, líder do movimento de greve nas rodovias da região de Itaberaba, “esse acordo não é nosso, pois essas entidades não representa os caminhoneiros autônomos”. Reagindo contra o acordo de ontem em Brasilia, Lula dispara uma critica pesada: “Aquele acordo é de dois, três pilantras que sembre acabam com nosso movimento e desde as outras greves eles fazem acordos com o governo sem nossa pauta real”.

Vista aérea do congestrionamento de caminhos na área do Posto Santa Helena., na BR-242 EM itaberaba/BA.

Nosso movimento é representado apenas pelos caminhoneiros autônomos que estão aqui nas estradas querendo mudar o Brasil – disse Lula – acrescentando que “que a paralisação continua até o governo nos atender”.

Caminhos continuam travados ao longo da BR-242, desde Itaberaba, Seabra, Barreiras e Ponto do Javi, no além São Frauncisco.

Lula revela que a pauta dos caminhoneiros autônomos consiste na redução do preço do óleo diesel, redução do pedágio em todas as praças, para caminhões com eixos suspensos, pois estão vazios, além do objetivo maior que é a redução dos altos impostos sobre os combustíveis. Lula adverte que “esse acordo do governo propondo redução da Cide e PISA/Cofins, não representação redução nenhuma e meia uma embromação para nos enganar”.

A greve continua paralisando todas as rodovias, de Norte a Sul do Brasil.

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