Ameaçado de morte, o Rio Paraguaçu é sufocado pelas baronesas em Iaçu

A presença das plantas aquáticas Baronesas é um forte indicador da queda de vazão do rio e também pelos esgotos que são lançados pela cidade diretamente em seu leito

Baronesas sufocam o Rio Paraguaçu margeando a cidade de Iaçu.

A Bahia precisa despertar-se para o alto risco de morte que ameaça o Rio Paraguaçu, o maior manancial baiano que abastece a Chapada Diamantina, o parte do Semiárido baiano, o Recôncavo, a região metropolitana e a capital Salvador. Em Iaçu, o leito do rio está coberto por milhões de Baronesas, popularmente conhecida por Golfo, que dominam toda a lâmina d’água. Esta é uma demonstração visível do grito silencioso do rio pedindo socorro.

Na noite desta quinta feita, 18, a população Iaçuense estará reunida na Câmara de Vereadores para discutir os níveis de degradação e ameaças ao Rio Paraguaçu, atendendo ao movimento intitulado “Paraguaçu pede Socorro”, que mobiliza voluntários através grupo de WhatsZapp, para uma grande ação de limpeza do rio.

Poluição e baixa correnteza

Salvador adverte que a exploração abusiva das águas, desmatamento e poluição pelos esgotos, ameaçam de morte o rio.

“A presença das plantas aquáticas Baronesas é um forte indicador da queda de vazão do rio e também pelos esgotos que são lançados pela cidade diretamente em seu leito”, alerta o jornalista e ambientalista Salvador Roger de Souza, dirigente da Fundação Paraguaçu, ong que desenvolve  projeto de reflorestamento.  A pouca correnteza favorece a fixação das baronesas que ajudam a filtrar as impurezas que chegam às águas do rio. Mas, o problema é que, depois de um certo tempo, surgem vários transtornos, como o mau cheiro.

Além dos esgotos que são lançados pelas cidades ribeirinhas como Iaçu, Itaberaba, Marcionílio Souza Itaetê e outras, há a queda de vazão do rio diante da exploração das águas do Paraguaçu pelos grandes projetos de irrigação da fruticultura instalados ao longo do rio e dos seus afluentes.

Por toda sua extensão de quase 600 km, o rio Paraguaçu sofre todo tipo de agressões.

“O maior problema está na morte dos afluentes, como o Rio Utinga que deixou de abastecer o Rio Paraguaçu”, adverte Salvador, lembrando que rios como o Cachoeirinha, Prata, Capivari e outros subafluentes, morreram pelo uso das suas águas até a exaustão doas suas nascentes.

Se continuar nesse ritmo o Rio Paraguaçu pode fenecer nas próximas décadas,” se o Estado não assumir seu papel de controle, realizar os estudos hidrológicos, evitar o desmatamento e mediar o uso da irrigação e a despoluição dos esgotos”, destaca o ambientalista.

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