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Trabalhadores da vivo reagem contra a proposta de contratações sem transporte

trabalhadores confessaram que “sentem-se deserdados” pelo SINTTEL-Ba, que parece defender mais a empresa do que a categoria

Técnicos da Vivo em Feira de Santana rejeitam proposta da empresa.

A mais recente proposta da Operadora Vivo, modificando o modelo tradicional de contratações, pegou de surpresa os trabalhadores e técnicos da área de manutenção.  A proposta apresentada pela diretoria do Sindicato dos Trabalhadores de Telecomunicações da Bahia  – SINTTEL-BA, durante a assembleia de acordo coletivo, na manhã deste sábado, 2, na sede regional da Vivo, em Feira de Santana, gerou protestos na plenária, pois a nova proposta elimina o uso de transporte próprio do empregado, como vinha acontecendo há mais de vinte anos, conforme alegaram alguns trabalhadores.

Em contato com a nossa redação, alguns técnicos disseram que todas as contratações realizadas pela Vivo, ao longo de quase 20 anos, exigiam a inclusão de um veiculo na cor prata ou branco, com até cinco anos de uso. Por esse veiculo à disposição da empresa, a operadora creditava mensalmente uma verba de R$1.200,00 pelo aluguel, além de um cartão Golden, com um crédito de R$555,00 para combustível.

Risco de inadimplência

Técnicos necessitam de transporte próprio para os deslocamentos de atendimento.

No estado da Bahia, revelam os técnicos, a Vivo mantem em torno de 800 operários na manutenção, muitos deles com carros financiados por motivação contratual, que doravante, ficarão sem estes benefícios, podendo gerar dificuldades para muitos dos trabalhadores.

Apesar da operadora registrar um crescimento de 28%, este ano, entendem os técnicos, que não se justifica esta restrição contatual, alterando um mecanismo de incentivo de muitos anos. Pelo contato anterior, muita gente financiou carro para ser contratado, e com o corte das vantagens, poderão sofrer sérias consequências como a inadimplência em financiamentos.

Durante a assembleia do acordo coletivo, na manhã deste sábado, a proposta foi rejeitada pelos trabalhadores da regional de Feira, na sede da Vivo na Rua Jose Bonifácio, 531, no Bairro Ponto central. A preocupação dos trabalhadores é que o SINTTEL apresentou a proposta em que a operadora creditará um bônus de R$1.000,00 para todos os que aprovarem o novo modelo de contratação. Teme-se que na assembleia em Salvador essa proposta seja  aprovada, pois a a maioria dos trabalhadores não tem carro locado. Diante desse quadro de iminente prejuízo, os trabalhadores confessaram que “sentem-se deserdados” pelo SINTTEL, que parece defender mais a empresa do que seus associados.

Salvador do Paraguaçu

Salvador do Paraguaçu ou Salvador Roger Pereira de Souza, é jornalista editor fundador do periódico O Paraguaçu em circulação desde 1976. Solteiro (divorciado) é um ambientalista dedicado em defesa do Rio Paraguaçu. Para tanto criou a ONG Fundação Paraguaçu, com a qual promove o Projeto Cariangó, que tem por meta o plantio de 1.0 milhão de árvores nativas na região do médio Paraguaçu e Chapada Diamantina. O projeto conta com a participação de empreendedores, muitos voluntários e recebe apoio da Fundação Interamericana - IAF, que firmou o convênio BR-898 com a doação de U$49.0 mil dólares, em apoio a etapa inicial da meta de 1.0 milhão de árvores a serem plantadas em cinco anos. O ano inicial é 2016.

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