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Prefeitura prepara frigorifico para a comercialização da carne, visando acabar com o abate clandestino em Boa Vista do Tupim

Câmara Frigorifico instalada desde 2012, no Mercado da Feira Livre, finalmente entrará em funcionamento

O vice prefeito Léo Satélite mostra a moderna Câmara Frigorifico que ficou abandonada nos últimos 4 anos.

Em reunião na manhã desta terça-feira, no auditório da Prefeitura de Boa Vista do Tupim, dezenas de comerciantes, marchantes e produtores que integram a cadeia do abate e comercialização da carne bovina, discutiram as inovações que vem sendo implantadas pelo Governo da Reconstrução, para garantir a oferta da carne de qualidade para a população tupinense.

Na mesa de trabalho o vice Leo Satélite, procuradora Lorena, Camilo do FRIRUY, Cícero da vigilância sanitária, assessor Renildo, secretário Mario Ribeiro (Semop), o agrônomo Rommenigg

Conduzindo as discussões, o vice-prefeito e secretário municipal da agricultura Leo Satélite, informou que no dia 2 de março o prefeito Helder Lopes Campos Dinho (PSDB), estará inaugurando uma Câmara Frigorifico instalada na Feira Livre da cidade, para armazenar a carne bovina que começará a ser abatida no mesmo dia, no Frigorifico Regional de Ruy Barbosa – FRIRUY, garantindo carne de qualidade para a comercialização. “Esse é um processo que vem sendo discutido há um ano, mas que está perto de se tornar realidade para o bem do nosso povo, que ainda consome carne de abate clandestino, que não é mais permitida”, disse Leo Satélite.

Decisão corajosa

Velho Matadouro construído em 1995, será totalmente desativado.

Desde o ano 2008 que o Ministério Público e a Vigilância Sanitária interditaram o antigo Matadouro Municipal, coibindo o abate inadequado e clandestino. O matadouro foi edificado em 1995, pelo então prefeito Getúlio Sena Barros, mas tornou-se inadequado diante das novas normas de abate do Ministério da Agricultura Pecuária e Abastecimento.

Currais do matadouro desativado.

No final do segundo mandato, a administração do prefeito Hiram Campos (PSDB) conseguiu a implantação de uma Câmara Frigorifica com capacidade para armazenar 30 bois abatidos por semana. Porém, durante os quatro anos da gestão do ex-prefeito Gidu Trabuco (PT), nada foi feito e a Câmara Frigorifico foi abandonada e deteriorada. “Só agora, com a decisão corajosa do prefeito Dinho em resolver o problema do abate clandestino, a Câmara Frigorifico será utilizada e povo poderá comprar carne de qualidade”, disse o secretário Léo.

Custos dos marchantes

Marchantes, comerciantes e fateiras, participaram da reunião com suas opiniões.

Vem reduzindo a resistência por parte dos comerciantes e marchantes que, durante a reunião, muitos confessaram satisfeitos com a proposta da prefeitura. Ficou pactuado com a presença de Camilo, representante do FRIRUY, os seguintes custos de produção da carne certificada: Por cada boi abatido haverá a despesa de R$90,00; mais R$25,00 pelo transporte frigorifico de cada animal abatido; somado a R$16,00 de frete por animal vivo até o abatedouro em Ruy Barbosa. A vantagem é que o couro será adquirido pelo FRIRUY, que pragará R$0,50 centavos por quilho, descontando da despesa do marchante. As vísceras (fato do boi abatido) retornam tratadas e pré-cozidas a 90 graus centigrados, garantindo produto de qualidade nos açougues.

Salvador do Paraguaçu

Salvador do Paraguaçu ou Salvador Roger Pereira de Souza, é jornalista editor fundador do periódico O Paraguaçu em circulação desde 1976. Solteiro (divorciado) é um ambientalista dedicado em defesa do Rio Paraguaçu. Para tanto criou a ONG Fundação Paraguaçu, com a qual promove o Projeto Cariangó, que tem por meta o plantio de 1.0 milhão de árvores nativas na região do médio Paraguaçu e Chapada Diamantina. O projeto conta com a participação de empreendedores, muitos voluntários e recebe apoio da Fundação Interamericana - IAF, que firmou o convênio BR-898 com a doação de U$49.0 mil dólares, em apoio a etapa inicial da meta de 1.0 milhão de árvores a serem plantadas em cinco anos. O ano inicial é 2016.

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