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Mulheres baianas do interior são destaques em criatividade nos negócios

Ana Rita Oliveira desenvolveu aplicativo para condomínios (Foto: Mila Cordeiro | Ag. A TARDE).

No próximo dia 13 de novembro, três baianas do interior vão disputar em Brasília, em diferentes categorias, o Prêmio Sebrae Mulher de Negócios. A Bahia, aliás, está em terceiro lugar na lista dos estados que mais concedem empréstimo pela internet para mulheres empreendedoras, atrás de São Paulo e Rio de Janeiro, segundo o Mapeamento Simplic de Crédito Online. A Bahia responde por 7,48% dos pedidos de crédito pelo sistema.

O Simplic é um correspondente bancário criado em 2014 em São Paulo e que atende empreendedores que têm dificuldade em acessar as linhas de crédito tradicionais.

“O percentual de mulheres que empreendem aumentou muito nos últimos anos, até porque a desigualdade no mercado de trabalho persiste”, aponta Andrelina Mendes, técnica da Unidade de Atendimento Individual do Sebrae.

A maior pesquisadora de empreendedorismo do mundo, a Global Entrepreneurship Monitor (GEM), indica por exemplo que em 2014 a maioria dos empreendimentos iniciados no Brasil (51,2%) estava sob o comando de mulheres. E, segundo o Sebrae, o número de empreendedoras brasileiras cresceu 34% entre 2000 e 2014. Não há estatísticas específicas sobre a presença de mulheres entre os microempreendedores individuais (MEIs).

Sentido apurado

Mas nem sempre a decisão tomada por uma mulher de empreender se deve a uma limitação do mercado de trabalho. Ana Oliveira já tinha êxito em sua carreira no setor de tecnologia da informação quando percebeu que o marido, síndico do prédio em que o casal mora, poderia ter a vida facilitada com algumas soluções tecnológicas.

O aplicativo permite que síndico e condôminos tenham uma comunicação mais rápida e eficiente sobre a rotina do prédio. Desde a certeza de que não há mais de uma pessoa com reserva para o salão de festas no mesmo horário até eventuais pendências.

“Já temos mais de 10 mil downloads”, comemora a analista de sistemas, que cobra o serviço dos condomínios. Os planos variam de R$ 0,99 a R$ 2,49 mensais por unidade, a depender da quantidade de facilidades solicitadas entre as que estão disponíveis no aplicativo.

Gravidez

A costureira Nea Santtana, que já era uma empreendedora do tipo faz-tudo, teve que alterar o seu ritmo quando se tornou mãe. Sem tempo de se deslocar pela cidade para correr atrás dos tecidos e apetrechos que usava em suas peças, Nea resolver vender seu maquinário e investir na produção de conhecimento pela internet.

Com o dinheiro obtido nas vendas, montou um estúdio em casa e, juntamente com o marido, que opera a câmera, faz vídeos sobre costura para o seu canal no YouTube.

“Já fiz parceria com duas empresas do setor têxtil que estão patrocinando os vídeos”, afirma Nea, cujo canal online já recebeu mais de 10 milhões de visualizações. As empresas que apoiam o trabalho de Nea são a Maximus Tecidos Finos e a Círculo, uma fabricante de linhas de crochê instalada desde 1938 na cidade catarinense de Gaspar.

“Eu comecei a postar vídeos e marcar no Facebook as fabricantes de material que eu citava. Um tempo depois, a Gaspar entrou em contato: eles gostaram da ideia e decidiram patrocinar”, conta.

Prêmio Sebrae

Depois de terem vencido a etapa baiana do Prêmio Sebrae Mulher de Negócios, no último mês de agosto, três empreendedoras vão disputar o prêmio nacional dia 13 de novembro em Brasília. Jucirlene Almeida Lima, da Ju Estética, de Teixeira de Freitas (Microempreendedora individual), Natalina Pereira de Souza, de Barreiras (produtora rural) e Maria Aparecida Aguiar, de Itacaré (Pequenos Negócios), dona da Pousada Pedra Torta.

De acordo com o Sebrae, os setores em que há mais ocorrência de mulheres empreendedoras são, pela ordem, venda de artigos de vestuário e acessórios, salão de cabeleireiros e minimercados.

Segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), o número de mulheres à frente de negócios aumentou em 34% entre 2001 e 2014. O Sebrae aponta, entre as mulheres que atendeu entre 2000 e 2011, um aumento de 21% na presença feminina.

Salvador do Paraguaçu

Salvador do Paraguaçu ou Salvador Roger Pereira de Souza, é jornalista editor fundador do periódico O Paraguaçu em circulação desde 1976. Solteiro (divorciado) é um ambientalista dedicado em defesa do Rio Paraguaçu. Para tanto criou a ONG Fundação Paraguaçu, com a qual promove o Projeto Cariangó, que tem por meta o plantio de 1.0 milhão de árvores nativas na região do médio Paraguaçu e Chapada Diamantina. O projeto conta com a participação de empreendedores, muitos voluntários e recebe apoio da Fundação Interamericana - IAF, que firmou o convênio BR-898 com a doação de U$49.0 mil dólares, em apoio a etapa inicial da meta de 1.0 milhão de árvores a serem plantadas em cinco anos. O ano inicial é 2016.

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