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Mesa Redonda da FSC debateu a sustentabilidade ambiental do Rio Paraguaçu

O auditório da FSC esteve superlotado de acadêmicos, ouvindo os debatedores.
O auditório da FSC esteve superlotado de acadêmicos, ouvindo os debatedores.

As ameaças contra a perenidade do Rio Paraguaçu, a caça criminosa de animais e pássaros silvestres, bem como o desmatamento da Caatinga e os problemas do saneamento básico de Itaberaba foram debatidos durante a Mesa Redonda intitulada “Estratégias Locais para o Desenvolvimento Socioambiental de Itaberaba e região”, promovida pela Faculdade Santa Cruz (FSC), na noite desta quinta-feira, 1º de junho, através da Sala Verde. Integrando a programação da semana de Defesa da Monografia, dos acadêmicos concluintes dos cursos de nível superior em administração, pedagogia, filosofia e serviço social, o debate ambiental reuniu o ambientalista e jornalista Salvador Roger, editor do Jornal Paraguaçu e dirigente da ONG Fundação Paraguaçu; o patrulheiro rodoviário federal Enio Pedreira e o coordenador Jakson Gomes, do Meio ambiente de Itaberaba (CMMA).

O mestre José Antônio Fonseca motiva o meio ambiente coordenando a Sala Verde da FSC.
O mestre José Antônio Fonseca motiva o meio ambiente coordenando a Sala Verde da FSC.

O evento contou com a presença da doutora em educação, Maria Antônia Brandão, diretora-presidente da FSC, sendo a Mesa Redonda coordenada e mediada pelo mestre José Antônio Fonseca, coordenador da Sala Verde da faculdade.

Ameaças ao Rio Paraguaçu

O debate esquentou a jornada de defesa das monografias dos acadêmicos da FSC
O debate esquentou a jornada de defesa das monografias dos acadêmicos da FSC, com Ênio, Salvador e Jakson, mediados por Zé Antônio.

“Um dos principais afluentes do Paraguaçu, o Rio Utinga, está morto e já não chega mais ao Rio Santo Antônio para ajudar a manter perene o nosso Rio Paraguaçu”, denunciou Salvador Roger em sua palestra, revelando que os pequenos rios que correm para a Bacia do Rio Utinga estão mortos, como o Cachoeirinha, que não chega mais ao distrito histórico de Cachoeirinha. “A agricultura irrigada do polo de banana, que capta água de forma predadora e sem controle, está sugando os rios até a exaustão”, revelou o ambientalista.

Açude Juracy Magalhães

O PRF Ênio Pedreira alertou sobre os crimes ambientais contra a fauna silvestre.
O PRF Ênio Pedreira alertou sobre os crimes ambientais contra a fauna silvestre.

A preservação da fauna silvestre foi abordada pelo PRF Ênio Pedreira, que denunciou como crimes ambientais passivos de detenção, a caça, abate e o aprisionamento de pássaros, aves e animais silvestres. Por sua vez, Jakson da CMMA, tratou da questão do saneamento básico de Itaberaba, anunciando as obras em execução para o tratamento dos esgotos, visando despoluir o Rio Piranhas. Ele afirmou que a captação de agua do Açude Juracy Magalhães foi autorizada Pelo Ministério da Integração Nacional e o DENOCS, para que a prefeitura retirasse cinco carros-pipas ao dia. Durante o debate Salvador afirmou que “a cada dia ocorre a circulação de 100 pipas, retirando agua e secando o açude, que estava cheio em fevereiro, e hoje encontra-se no volume morto”.

O coordenador Jakson, da CMMA, informou que a prefeitura está autoriza a retirar cinco carros pipas por dia do Açude Juracy Magalhães.
O coordenador Jakson, da CMMA, informou que a prefeitura está autoriza a retirar cinco carros pipas por dia do Açude Juracy Magalhães.

Sobre Salvador do Paraguaçu

Salvador do Paraguaçu ou Salvador Roger Pereira de Souza, é jornalista editor fundador do periódico O Paraguaçu em circulação desde 1976. Solteiro (divorciado) é um ambientalista dedicado em defesa do Rio Paraguaçu. Para tanto criou a ONG Fundação Paraguaçu, com a qual promove o Projeto Cariangó, que tem por meta o plantio de 1.0 milhão de árvores nativas na região do médio Paraguaçu e Chapada Diamantina. O projeto conta com a participação de empreendedores, muitos voluntários e recebe apoio da Fundação Interamericana - IAF, que firmou o convênio BR-898 com a doação de U$49.0 mil dólares, em apoio a etapa inicial da meta de 1.0 milhão de árvores a serem plantadas em cinco anos. O ano inicial é 2016.

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