Atualizado em 11 de Fevereiro de 2010 as 10:56h

Ministério Público determinou o fim da abate clandestino em Andaraí

Os marchantes do município de Andaraí encontram-se preocupados com o futuro dos seus negócios, pois têm prazo até o dia 28 de fevereiro, para regularizar o abate e a comercialização da carne nas condições estabelecidas pela Portaria 304 do Ministério do Desenvolvimento Agrário e Abastecimento – Mapa. A decisão foi baixada pela promotora pública Lolita Macedo, durante reunião em agosto do ano passado, na presença de todos os marchantes, vereadores, lideranças populares, secretários municipais e o prefeito Wilson Paes Cardoso. “Nossa maior preocupação é que o prazo está acabando e não temos um local certo pra trabalhar”. Afirma o marchante e vereador Vilmar Moura da Silva Viola. Ele informa que o Termo de Ajustamento de Conduta - TAC proposto pelo MP e assinado pelo prefeito, determina que todos os marchantes devem trabalhar em açougues azulejados, equipados com balcão frigorífico para exposição e comercialização da carne, sendo proibido o abate clandestino, com todos os marchantes obrigados a fazer o abate do gado em um Matadouro que obedeça todas as normas de higiene. Diante da situação de urgência o marchante Valdivino Nunes exclama desesperado: “Não temos estrutura para trabalhar e depois do dia 28 vamos ficar sem renda, como vamos sustentar nossas famílias”?

Prefeitura prometeu Matadouro

Viola conta que durante a reunião com os marchantes o prefeito Wilson Cardoso mostrou-se disposto a solucionar o problema e prometeu a construção de um Matadouro. O vereador observa que o tempo está passando e o prefeito afirmou. há quinze dias atrás, que até o momento a Prefeitura não encontrou local na área do bairro do Ibirapitanga, para iniciar a obra.
Abordado sobre o assunto o prefeito Wilson salientou que para implantar o matadouro é necessário criar a Vigilância Sanitária para o município ter capacidade para fiscalizar. Diante da dificuldades financeiras do município em assumir os custos da obra, o prefeito sugere que a União e o Estado devem criar as condições para que a Portaria 304 seja cumprida. “Apesar dos esforços do Ministério Público, mais de 50% dos municípios baianos continuam com o abate clandestino. Conclui Wilson.

Abate caro

Um grupo de marchantes fizeram em janeiro uma visita ao Abatedouro Regional de Ruy Barbosa e constataram que o abate custará R$60,00 por cabeça de gado, além dos custos com R$650,00 para o transporte de 20 bois e mais R$600,00 para retornar a carne resfriada. Eles se queixam que esta operação vai encarecer a carne na venda ao consumidor. “Hoje a carne de primeira custa R$14,00 na praça”. Informa a Dona Eloísa cozinheira do restaurante Farol do Estradeiro. “A saída seria o município se unir com o estado, a união, os produtores e marchantes, para construir um matadouro.”. Sugerem os marchantes Viola e Gordo.

Paliativo

A Associação dos Marchantes de Andaraí – AMA reuniu seus associados e, conforme o ex-presidente Valdir Gordo, no dia 8 passado foi protocolado na Prefeitura uma proposta de solução intermediária da entidade, através da qual os marchantes pedem ao prefeito a liberação do Mercado Municipal localizado no centro da cidade, para que eles realizem a reforma e adaptações, com seus recursos, para que possam trabalhar. “A reforma provisória que vamos fazer vai dar tempo ao prefeito pra encontrar uma solução para o novo mercado”. Disse o Gordo acrescentando que espera uma resposta do prefeito, o mais rápido possível, sobre esse paliativo.


fonte: http://www.oparaguacu.com.br/