Os
marchantes do município de Andaraí encontram-se preocupados
com o futuro dos seus negócios, pois têm prazo até
o dia 28 de fevereiro, para regularizar o abate e a comercialização
da carne nas condições estabelecidas pela Portaria 304
do Ministério do Desenvolvimento Agrário e Abastecimento
– Mapa. A decisão foi baixada pela promotora pública
Lolita Macedo, durante reunião em agosto do ano passado, na
presença de todos os marchantes, vereadores, lideranças
populares, secretários municipais e o prefeito Wilson Paes
Cardoso. “Nossa maior preocupação é que
o prazo está acabando e não temos um local certo pra
trabalhar”. Afirma o marchante e vereador Vilmar Moura da Silva
Viola. Ele informa que o Termo de Ajustamento de Conduta - TAC proposto
pelo MP e assinado pelo prefeito, determina que todos os marchantes
devem trabalhar em açougues azulejados, equipados com balcão
frigorífico para exposição e comercialização
da carne, sendo proibido o abate clandestino, com todos os marchantes
obrigados a fazer o abate do gado em um Matadouro que obedeça
todas as normas de higiene. Diante da situação de urgência
o marchante Valdivino Nunes exclama desesperado: “Não
temos estrutura para trabalhar e depois do dia 28 vamos ficar sem
renda, como vamos sustentar nossas famílias”?
Prefeitura prometeu Matadouro
Viola conta que durante a reunião com os marchantes o prefeito
Wilson Cardoso mostrou-se disposto a solucionar o problema e prometeu
a construção de um Matadouro. O vereador observa que
o tempo está passando e o prefeito afirmou. há quinze
dias atrás, que até o momento a Prefeitura não
encontrou local na área do bairro do Ibirapitanga, para iniciar
a obra.
Abordado sobre o assunto o prefeito Wilson salientou que para implantar
o matadouro é necessário criar a Vigilância
Sanitária para o município ter capacidade para fiscalizar.
Diante da dificuldades financeiras do município em assumir
os custos da obra, o prefeito sugere que a União e o Estado
devem criar as condições para que a Portaria 304 seja
cumprida. “Apesar dos esforços do Ministério
Público, mais de 50% dos municípios baianos continuam
com o abate clandestino. Conclui Wilson.
Abate caro
Um grupo de marchantes fizeram em janeiro uma visita ao Abatedouro
Regional de Ruy Barbosa e constataram que o abate custará
R$60,00 por cabeça de gado, além dos custos com R$650,00
para o transporte de 20 bois e mais R$600,00 para retornar a carne
resfriada. Eles se queixam que esta operação vai encarecer
a carne na venda ao consumidor. “Hoje a carne de primeira
custa R$14,00 na praça”. Informa a Dona Eloísa
cozinheira do restaurante Farol do Estradeiro. “A saída
seria o município se unir com o estado, a união, os
produtores e marchantes, para construir um matadouro.”. Sugerem
os marchantes Viola e Gordo.
Paliativo
A Associação dos Marchantes de Andaraí –
AMA reuniu seus associados e, conforme o ex-presidente Valdir Gordo,
no dia 8 passado foi protocolado na Prefeitura uma proposta de solução
intermediária da entidade, através da qual os marchantes
pedem ao prefeito a liberação do Mercado Municipal
localizado no centro da cidade, para que eles realizem a reforma
e adaptações, com seus recursos, para que possam trabalhar.
“A reforma provisória que vamos fazer vai dar tempo
ao prefeito pra encontrar uma solução para o novo
mercado”. Disse o Gordo acrescentando que espera uma resposta
do prefeito, o mais rápido possível, sobre esse paliativo.