O juiz
federal substituto no exercício da Titularidade da Vara Única
Judiciária de Feira de Santana, Fábio Marmund, em conformidade
com a sua colega, a juíza Lilia Botelho Neiva de Brito, determinou
a apreensão de todos os bens do ex- prefeito de Itaberaba,
Jadiel Almeida Mascarenhas, atual secretário de governo do
seu irmão e atual prefeito João Filho. A determinação
da Justiça Federal está publicada desde o dia 15 de
dezembro de 2009 .
Segundo a denúncia apresentada pelo Ministério Público
Federal (MPF), no dia 10 de dezembro do ano passado os fiscais da
Controladoria Geral da União (CGU) descobriram 11 ações
fraudulentas, todas elas com recursos do Fundo de Manutenção
e Desenvolvimento do Ensino Fundamental e de Valorização
do Magistério (FUNDEF), além de desvio de verbas do
SUS e do Programa de Atenção Básica da saúde
(PAB), totalizando um desvio de R$ 16.971.690,75 milhões.
Além do ex-prefeito foram condenados a ter os bens apreendidos
pela justiça, o ex-secretário de saúde do município,
José Humberto Aguiar Júnior e as ex- presidentes da
comissão de licitação, Roseni Ferreira da Silva
e Rosy Mayre Silva. A investigação foi realizada pelo
órgão no período de 2001 a metade de 2004, quando
Jadiel Mascarenhas foi prefeito de Itaberaba. De acordo com a sentença
da juíza federal, eles enriqueceram ilicitamente, sendo acusados
de improbidade administrativa, dentre outros crimes contra o patrimônio
público. Por isso, a Polícia Federal (PF) pode chegar
a Itaberaba nas próximas horas, para cumprir a determinação
judicial.
As Fraudes
De acordo com a CGU, em 2002, apareceram os primeiros indícios
envolvendo as empresas do irmão e sogro dele, o ex-secretário
municipal de saúde, Doutor Júnior, que foi candidato
a prefeito em 2008. Segundo os fiscais, nas licitações
analisadas em 2002 e 2003 para a compra de combustível a empresa
Oliveira Fraga, do sogro do secretário, faturou R$ 264,9 mil,
aparecendo com vencedora em todos os processos de seleção.
No mesmo período, foram detectados cheques compensados sem
os respectivos processos de pagamento, onde o Ministério da
Saude, através do Programa de Atenção Básica
(PAB), repassou R$ 1,8 milhão e os fiscais descobriram cheques
no valor de R$ 235,8 mil, além de transferências da conta
do PAB, no valor de R$ 233,6 mil, sem comprovação de
despesa.
A CGU descobriu novas ações fraudulentas da administração
de Jadiel Mascarenhas, em 2003 e 2004, como por exemplo, emissão
de notas fiscais frias e clonadas; a aquisição de um
relógio de ponto com os recursos do FUNDEF, no valor de R$
3.600 mil e o pagamento de salários a professores que não
estão mais ensinando. Também pesa sobre o ex- prefeito
a acusação de permitir que funcionário assinasse
processos licitatórios a pedido da coordenadora do Fundo Municipal
de Saúde; Fraude de R$ 851 mil em recursos da saúde
do município e problema de outros gestores.
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