O treinador
da Costa do Marfim, o bósnio Vahid Hallhodzic, afirmou nesta
segunda-feira que jogadores de sua equipe receberam ameaças
de morte em Angola, onde a seleção do Togo sofreu um
atentado quando ia para a disputa da Copa Africana de Nações.
Entre os atletas, o craque Didier Drogba, do Chelsea.
Halilhodzic disse ter conversado com o atacante,
na tentativa de tranquilizá-lo.
- Ele se acalmou um pouco – afirmou, dizendo
também que seus atletas estão preocupados e aterrorizados,
mas que eles devem pensar “na partida contra Burkina Faso, porque
uma vitória na abertura do campeonato traria confiança
à equipe”.
Para o treinador, a situação lembra
o ambiente vivido na guerra de seu país, nos anos 90 - entre
1992 e 1995, na região da Bósnia Herzegovina, o conflito
causado principalmente divergências políticas e religiosas
ocorreu entre a Bósnia, a República Federal da Iugoslávia
(Sérvia e Montenegro) e a Croácia.
A equipe marfinense também está em
Cabinda, onde o incidente de sexta-feira deixou ao menos dois mortos.
- A situação não é nada
agradável. Estamos alojados em um pavilhão vigiado por
policiais armados até os dentes e treinamos sob sua custódia.
Tudo lembra uma guerra. Apesar disso, não tenho medo –
disse, em entrevista ao jornal “Avaz”, de Sarajevo.
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